
Arte, competição, troca de experiências e muito cinema brasileiro. Assim será o 3º Los Angeles Brazilian Film Festival, que em 2010 celebra os 15 anos da retomada do Cinema Brasileiro. Para tal homenagem, uma seleção de filmes que marcaram o período foi preparada para destacar um dos melhores momentos do cinema brasileiro, comparável apenas ao Cinema Novo na década de 50. O LABRFF 2010 acontece de 27 de abril a 2 de maio, na capital mundial do cinema, Los Angeles, e exibirá mais de 60 filmes entre longas e curtas metragens, documentários, animações e projetos de vídeos. Além disso, a mostra competitiva promete ser bem acirrada.
Alguns dos filmes que marcaram esta nova fase do cinema brasileiro e resistem à passagem do tempo vão compor a grade de programação da Mostra Tributo ao Cinema da Retomada. Considerado o marco inicial desse período, o filme “Carlota Joaquina”, de Carla Camurati (Copacabana Filmes, 1995), será exibido juntamente com “Terra Estrangeira”, de Walter Salles e Daniella Thomas (Videofilmes, 1995), “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles (O2, 2003), “O Quatrilho”, de Fábio Barreto (LC Barreto, 1994) e “Lavoura Arcaica”, de Luiz Fernando Carvalho (Videofilmes, 2001).
A homenagem à Retomada chega num momento em que se discute a reformulação da Lei do Audiovisual no Brasil. E pretende demonstrar o alto nível da produção nacional alcançada graças às leis de incentivo que fomentaram o ressurgimento do cinema brasileiro. “Na década de 80 e parte dos anos 90, o cinema brasileiro praticamente desapareceu. Por falta de qualquer apoio à produção, durante este período foram lançados menos de dez longas por ano.
Na metade dos anos 90 foram criadas leis de incentivo ao cinema e retomou-se assim a produção. Em 2009, foram produzidos perto de 90 filmes brasileiros e os números continuam crescendo de forma sólida. Mais filmes significa mais qualidade e oportunidade em todas as áreas. Houve uma renovação quase completa de equipes e talentos. Este boom foi chamado de Retomada e caracterizou-se pela pluralidade temática e de estilos dos filmes. Por isso assistir um ou dois filmes não significa que se conheça o que foi feito no período. Surpresas aparecem o tempo todo. Vale garimpar”, declarou o diretor Fernando Meirelles.
Sobre a seleção dos filmes da Retomada, o fundador do LABRFF, Nazareno Paulo, explica: “São filmes simbólicos. Filmes ícones da Retomada que todo mundo conhece, identifica seus realizadores, comenta a obra e viram referência do cinema nacional. É como se fosse uma marca para o País. Quando se fala em futebol ou carnaval, o imaginário coletivo voa e vai buscar referências em imagens clássicas do Brasil. Assim funciona também para o Cinema da Retomada. Quando falamos em qualquer um desses filmes a serem homenageados, estamos nos referindo a filmes que se estabeleceram como sucessos de crítica, público ou bilheteria. E para muitos a primeira cena que vem à cabeça quando se remete a este período é a da Carlota Joaquina ou a do Zé Galinha, por exemplo”.
Sobre o Festival
Fundado em 2007 pela produtora Meire Fernandes e pelo jornalista Nazareno Paulo, o LABRFF tem conquistado a cada ano um aumento significativo na participação de produtores, artistas e espectadores, somando-se um público geral de mais de 12.000 pessoas até o momento. Em duas edições, 2008 e 2009, o LABRFF exibiu 104 filmes, entre longas e curtas metragens, documentários, filmes de animação e projetos de vídeos.
O festival abriu uma janela inédita para a exibição de filmes brasileiros na Califórnia, trazendo produções nunca vistas na costa oeste americana e sendo responsável pela estréia de mais de 40 filmes nos Estados Unidos. Além disso, já foram distribuídos mais de 15 prêmios, e promovidos seminários, painéis de discussão e workshops sobre o Brasil como destino de filmagens e coprodução.
Fonte: Ralcoh Agência de Comunicação







