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Micro e pequenas empresas do interior têm maior média de crescimento no Estado


 

Cenário contrasta com o fraco desempenho da economia brasileira, que deve crescer apenas 0,95% em 2012

As micro e pequenas empresas (MPEs) do interior do Estado apresentaram em 2012 o melhor desempenho de crescimento: 10,7% no faturamento em comparação ao mesmo período de 2011. Em segundo lugar surge o ABC, com aumento de 10,2%. Na terceira e quarta posições aparecem respectivamente a região metropolitana de São Paulo (+5,6%) e a capital paulista (+5,1%).  Os números divulgados pelo Sebrae-SP com apoio da Fundação Seade contrastam com aquilo que os analistas de mercado preveem para a economia brasileira: eles estimam em 0,95% o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012.
Já descontada a inflação, as MPEs paulistas fecharam o ano de 2012 com aumento de 8,1% no faturamento real ante o ano anterior. Só em dezembro, as MPEs de todo o Estado de São Paulo faturaram 6,3% mais do que no mesmo mês de 2011 – o melhor resultado para o período desde 2000.  “Em 2013, espera-se que a economia brasileira cresça 3,1%, um porcentual moderado, ainda assim melhor do que em 2012. As MPEs devem acompanhar essa evolução”, diz o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.
Por setores, no acumulado do ano, o comércio lidera com aumento de 9,6% na receita, seguido pelo setor de serviços, cuja alta foi de 7%. Já a indústria apresentou avanço de 5,6%. “A boa fase do mercado de trabalho tem sido fundamental para impulsionar as vendas das MPEs, pois além de desemprego em baixa, a renda média dos trabalhadores subiu”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP.
Expectativas
Com relação ao nível de atividade da economia brasileira nos seis meses que virão, a expectativa da maior parte dos empresários, ou 56%, é de estabilidade. Já no mesmo mês de 2012, essa era a aposta de 54% dos entrevistados. Outros 26% aguardam melhora na economia, 8% esperam piora e 10% não souberam responder.
Com relação ao faturamento da empresa, metade dos empresários das 2.716 MPEs consultadas no mês de janeiro acredita que a receita será mantida nos próximos seis meses, uma ligeira redução em comparação a janeiro de 2012, quando 51% deles falavam em estabilidade. Outros 29% esperam aumento, 9% creem em piora e 11% não sabem como se comportará o seu negócio.
“Os três setores – comércio, indústria e serviços – devem apresentar uma evolução mais equilibrada este ano, influenciados pelas medidas adotadas pelo governo para impulsionar a economia”, explica o consultor do Sebrae-SP, Pedro João Gonçalves. Um dos estímulos é a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 7,25% ao ano, que facilita investimentos e vendas a prazo.  A desoneração da folha de pagamento de algumas atividades, a desvalorização do real – que encarece produtos importados e diminui a concorrência com os nacionais – e a redução na conta de energia elétrica também trarão efeitos positivos para as MPEs.