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MP quer acessar dados de créditos de ônibus em Americana

O impasse gerado pela troca na operação do sistema de ônibus de Americana obrigou o Ministério Público a prorrogar por mais 180 dias o inquérito que apura se a empresa atual, Sancetur, violou o Código de Defesa do Consumidor.
A prestadora do serviço na cidade não assumiu os saldos deixados pela antiga responsável pelas linhas, a Princesa Tecelã, nos cartões de vale-transporte dos usuários. Por isso o MP investiga se a situação configura uma irregularidade.
Mas para isso o 2ª promotor de Justiça de Americana, Ivan Carneiro, quer ter mais acesso aos dados e valores, e cobra o fornecimento de respostas a dúvidas surgidas desde a transição no transporte público, ocorrida no fim de 2018.
A Sancetur alegou dificuldades tecnológicas para assumir os bilhetes. Com isso, a ideia é que a identificação de todo o montante permita que os usuários sejam então ressarcidos. Mas os detalhes não são fornecidos pelas partes envolvidas.
As falta de detalhes motivou uma ação judicial, proposta pelo município, para que as partes envolvidas se manifestassem, mas até o momento nenhum avanço aconteceu. Com isso, o promotor marcou uma oitiva para o próximo dia 27.
Apesar da data prevista, Carneiro reconhece que não trabalha com qualquer prazo para que os moradores da cidade que se sentiram lesados possam solicitar a devolução dos valores, pelo menos até que o saldo seja informado e detalhado.

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