Início Paulínia Nova paralisação da Passaredo preocupa população

Nova paralisação da Passaredo preocupa população

Essa foi a quarta paralisação. Há pouco mais de quinze dias, funcionários também cruzaram os braços
Essa foi a quarta paralisação. Há pouco mais de quinze dias, funcionários também cruzaram os braços

Dessa vez, a empresa Corpus também aderiu à greve e interrompeu os serviços de coleta de lixo da cidade

A semana começou tumultuada para os usuários do transporte coletivo de Paulínia. Na terça-feira (22), funcionários da Passaredo decidiram cruzar os braços novamente por falta de pagamento. Esta foi a quarta vez que os ônibus deixaram de circular.
O mesmo aconteceu com os funcionários da Corpus, empresa responsável pela limpeza e coleta de lixo da cidade. Eles se reuniram na garagem da empresa, que fica no bairro Santa Terezinha, e decidiram só retomar os trabalhos após o pagamento do vale que estava em atraso.
De acordo com representantes das duas empresas, os pagamentos estavam em atraso porque a Prefeitura de Paulínia ainda não havia feito o repasse da verba.
As duas paralisações ocorreram simultaneamente e se estenderam até a tarde de quarta-feira (23), quando a Prefeitura iniciou os pagamentos e todos voltaram ao trabalho.
“Já nem sei mais quantas vezes eles pararam. Há menos de 15 dias já fizeram isso. Agora a gente fica com medo, né. Até venho para o ponto de ônibus, mas já não tenho certeza se ele vai passar”, afirmou Benedito Siqueira Assis.

Crise
A administração municipal afirmou em nota que o atraso ocorreu em virtude da crise econômica que o país atravessa e também pela queda de 15% na arrecadação. O Executivo estima queda de R$ 200 milhões na arrecadação desde janeiro e planeja uma reorganização financeira para amenizar problemas.
“Nós teríamos que ter arrecadado desde janeiro, até outubro, aproximadamente R$ 104 milhões para ter cumprido todas as obrigações do município e nós arrecadamos efetivamente apenas R$ 80 milhões por mês, na média. Então temos déficit de R$ 20 milhões por mês”, explica o adjunto de Finanças Manoel Henrique Martins.

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