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‘O Soldado Constitucionalista’ volta ao Ceart

Paulínia recebe a peça nos dias 23 e 24

 

Uma viagem no tempo e nas emoções que só um herói de guerra pode proporcionar marca a volta do espetáculo “O Soldado Constitucionalista – A Primavera de Julho”, de Ton Crivelaro, a Paulínia, no próximo final de semana, dias 23 e 24. As sessões ocorrem às 21 horas.

A peça que teve sua estreia em Paulínia no dia 30 de novembro passado conta a história de um veterano da Revolução Constitucionalista que, aos 60 anos e que, nesta ficção, foi abandonado por seus filhos em um asilo, está ansioso para participar do desfile comemorativo da data, momento que é esperado por ele todos os anos.

Por meio de um diálogo com sua cuidadora, interpretada pela atriz Marise Ratashima, o soldado, como é tratado na peça, relembra momentos de sua participação neste marco histórico e sua emoção ao falar sobre o tema. O grande clímax fica com a espera do idoso pela chegada da proprietária do asilo, que é quem o levará para o desfile. “Ele quer se arrumar, estar perfeito para este momento tão esperado de reencontrar seus antigos companheiros, afinal, 9 de julho era para ele o dia da sua ’verdadeira primavera’. Mas, como a espera é longa, o dialogo com sua cuidadora desperta muitos sentimentos e temas importantes, como patriotismo e, principalmente, o relacionamento de idosos com seus familiares”, ressalta Luiz Nunes, ator que vive o protagonista do espetáculo.

De autoria de Ton Crivelaro, renomado dramaturgo, produtor e ator campineiro, autor de peças de sucesso como “Bela Polenta”, “Casal Pinel em Quarto de Motel”, “Mulheres Descasadas Procuram”, “Meu Amigo Raul”, “A Lenda do Boi Falô nas Terras do Barão” e a comédia “Sobre Homens e Cuecas”, entre outros, o espetáculo foi desenvolvido com base em pesquisas históricas e na vida de verdadeiros heróis da revolução. “Aprendi naquelas horas de conversa – com o veterano Paulo Barros de Camargo –  que o herói não é aquele que mata, mas, aquele que luta pela família, que pensa nos amigos, que sonha com um país melhor, que vive e respira sua história e faz disso exemplo para as gerações futuras”, analisa o autor.