Início Paulínia Oposição tenta barrar concessão para Copersucar que gera emprego e renda

Oposição tenta barrar concessão para Copersucar que gera emprego e renda

O vereador líder de Governo questionou a forma com que os vereadores Ângela Duarte e Fabio Valadão votaram o projeto
O vereador líder de Governo questionou a forma com que os vereadores Ângela Duarte e Fabio Valadão votaram o projeto

Ângela Duarte e Fabio Valadão votam contra projeto de concessão de uso de subsolo pela Copersucar, mas exigiam contrapartida

Os vereadores de Paulínia aprovaram por 13 votos favoráveis e dois contrários, durante a 11ª Sessão Ordinária realizada na manhã de terça-feira, dia 17, o PL (Projeto de Lei) 16/14, que autoriza a concessão administrativa de uso do subsolo de bem público de uso especial, para instalação de dutovia que interligará a Replan ao terminal Copersucar. Os parlamentares votaram o projeto em segunda discussão (quanto ao mérito). O duto irá movimentar a economia local e adicionará aos cofres públicos R$ 1,7 milhão/ano referentes à ISS e R$ 3,1milhões/ano referente à PIS/Cofins. Votaram contrário, os vereadores Angela Duarte (PRTB) e Fábio Valadão (PROS).
Uma emenda modificativa de contrapartida, em que os vereadores pediam que a empresa construísse um Ginásio de Esportes no bairro Bom Retiro, foi rejeitada porque, de acordo com a Lei, poderia ser aplicada apenas em casos de doação de área do município e não em concessão de uso de solo e subsolo.
Angela e Valadão, que integram a base oposicionista à administração de Edson Moura Junior (PMDB), durante a sessão, tentaram convencer os demais vereadores em votarem contra o PL, alegando que a concessão poderia causar impactos ambientais ao município, e que poucos empregos diretos seriam gerados, mas foram rebatidos pelos colegas.

Os vereadores Danilo Barros (PCdoB), Du Cazellato (PP), Edilsinho Rodrigues (PPS),  Gustavo Yatecola (PT do B), João Pinto Mota (PSDC),  Marquinho da Bola (PSB), Marquinho Fiorella (PP),  Sandro Caprino (PRB) e Zé Coco (PTB), declararam que não são contrários ao construção de ginásio de esportes no Bom Retiro, como foi divulgado em redes sociais, apenas seguiram o que determina a lei e explicam  que a obrigação de construir um ginásio de esporte cabe ao Poder Executivo e não a empresa.  Eles disseram que vão continuar lutando pela construção de melhorias no bairro, que carece de vários serviços públicos, inclusive do ginásio de esportes.
De acordo com o vereador Sandro Caprino, os vereadores já haviam se reunido com representantes da Copersucar para tirar dúvidas quanto ao Projeto, incluindo os vereadores que votaram contra. “Tivemos uma reunião em que estiveram a maioria dos vereadores. Todas os questionamentos foram respondidos, incluindo a geração de renda e emprego à nossa população. Depois de todas as explanações da empresa, não entendi porque esses vereadores votaram contra”, disse.
Caprino ainda explicou sobre a emenda de contrapartida. Segundo ele, esse procedimento só pode ser exigido quando há doação de área e esse não é o caso. “Não adianta iludir a população com meias verdades. Claro que somos favoráveis à construção de um Ginásio na região do Bom Retiro, mas da forma que foi imposto, seria certamente vetado, porque eles não são obrigados à cumprir esta determinação. Por isso, fizemos um acordo político com a Copersucar, que se comprometeu a fazer investimentos em uma praça de esportes e projetos sociais neste e em outros bairros na cidade. É preciso usar o bem senso para negociar melhorias para a cidade”, ressalta.
Ainda segundo o vereador, a construção de um Ginásio de Esportes na região do Bom Retiro será pauta de uma indicação dos vereadores para o prefeito Edson Moura Junior.

 

O vereador líder de Governo Sandro Caprino ainda questionou a forma com que os vereadores votaram o projeto. “Ângela e Fabio Valadão dizem que são a favor, votam contra o projeto, e depois ainda querem obrigar a empresa a construir um Ginásio mesmo a empresa não recebendo nada de doação, soa contraditório e esquisito a postura desses vereadores”.
Ainda de acordo com o vereador, “se os demais tivessem acompanhando esta situação, não existiria nada para o município de Paulínia, nem impostos, nem empregos, e muito menos o Ginásio pretendido”.

 

Reunião

Antes da PL entrar em votação, representantes da Copersucar, Renato César Scandinari, Rodrigo Navarro e Guilherme Pena, estiveram reunidos com os vereadores para esclarecer o projeto de lei, incluindo os vereadores que votaram contra.
Os representantes esclareceram as dúvidas dos parlamentares e explicaram sobre o projeto do terminal de etanol. Um dos pontos questionados pelos vereadores foi quanto à geração de empregos. Rodrigo Navarro explicou que serão criados empregos diretos e indiretos, mil durante a fase de obras, 50 diretos durante operação e 300 indiretos. E na segunda fase de obras darão preferência para moradores de Paulínia. A questão ambiental também esteve em pauta.
O empreendimento ficará interligado ao Logum, sistema de dutos que vai passar por 45 municípios nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. A Copersucar está investindo R$ 150 milhões nas obras que entraram agora na última etapa.

OLHO

“Ângela e Fabio Valadão dizem que são a favor, votam contra o projeto, e depois ainda querem obrigar a empresa a construir um Ginásio mesmo a empresa não recebendo nada de doação. Soa contraditório e esquisito a postura desses vereadores”

 

“se os demais tivessem acompanhando esta situação, não existiria nada para o município de Paulínia, nem impostos, nem empregos, e muito menos o Ginásio pretendido”