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Pacientes continuam sem tratamento contra câncer por falta de remédio

Há 13 dias, prefeitura havia prometido que sessões de quimioterapia seriam retomadas

Depois de duas semanas da promessa de normalização do tratamento de pessoas com câncer em Paulínia, muitos pacientes não conseguem fazer as sessões por causa da falta de medicamentos no Centro de Oncologia da cidade, o único que oferece o serviço para sessões de quimioterapia. No dia 9 de novembro, quando o a equipe da EPTV denunciou o problema, a prefeitura havia informado que o atendimento estava sendo normalizado e que todos os pacientes receberiam o medicamento. De acordo com a administração municipal, os remédios já estavam em estoque. Mas, segundo os pacientes ouvidos na primeira reportagem, isso não ocorreu e muitas pessoas que precisam fazer sessões de quimioterapia precisaram interromper o tratamento por falta do medicamento.

Entre elas estão as donas de casa Elizabete Dossi e Vera Lúcia de Barros Silva, que se conheceram durante o tratamento no Centro de Oncologia. Vera Lúcia deveria ter feito a primeira sessão de quimioterapia no dia 18, mas não conseguiu por falta do medicamento que seria usado no procedimento. “Eu tenho que tomar esse remédio por um ano. Imagina ter que implorar todo mês?”, questiona a dona de casa. No receituário, a médica informou que não há previsão de chegada do remédio, mas que o “tratamento não pode atrasar porque é uma proteção para o tumor na mama não voltar”.

Elizabete teve câncer na mesma região. Ela precisou retirar as duas mamas no fim do ano passado. A doença atingiu o fígado e, recentemente, um pulmão. Quando a reportagem foi ao ar, a prefeitura informou que ela receberia o remédio. Mas, segundo a paciente, nada foi feito. “Aquilo foi uma maquiagem”, revela.

Nesta segunda-feira (21), a Prefeitura de Paulínia informou que os medicamentos que estavam em falta chegaram e que ninguém ficará sem tratamento.