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Pais reclamam da presença de ratos na Creche Palma

Presença de ratos e vazamento de esgoto: Creche Palma é reincidente em problemas que afetam a saúde das crianças

De acordo com os relatos, o aparecimento dos roedores virou rotina na unidade escolar

Há pelo menos três semanas, as crianças da Creche Palma Argentin, que fica no bairro Alto dos Pinheiros, estão convivendo com a presença de ratos. A denúncia é da mãe de uma aluna que preferiu se identificar apenas como M.G. Ela diz estar indignada com a falta de atenção da Prefeitura de Paulínia com a situação da Creche.
De acordo com o relato de M, o problema acontece há quase um mês, mas ninguém consegue resolver. “As professoras falavam do problema, disseram que a equipe da Vigilância já foi tentar resolver, mas não adiantou. Agora eles não podem falar mais nada sobre o assunto, mas as crianças caminham, sentam e até deitam onde os ratos passam”, disse.
Segundo M., ela já presenciou um pai de aluno ajudando a matar um rato que saia do local logo de manhã. “É um absurdo porque quando a Vigilância Sanitária encontra ratos em restaurantes, o estabelecimento é fechado. Porque na Creche, que tem frequência permanente de crianças esse fato é ignorado ou tratado com tanta irrelevância? As frutas que eles comem, as bananas, por exemplo, amanhecem com mordidas de ratos e a Prefeitura não faz nada”, ressalta.
Além da invasão dos roedores, M. ainda aponta mais problemas. “Além de tudo isso, as crianças ainda dormem em lugares que têm paredes mofadas. Isso é um perigo para a saúde. Há anos eles falam que vão reformar esse lugar, mas só fica no papel”.
Por telefone, a equipe do Jornal Tribuna conversou com a diretora da unidade, conhecida como ‘Pituca’. Ela confirmou a presença dos roedores no local, mas não respondeu quais os procedimentos adotados pela Vigilância Sanitária para resolver o problema.

 Histórico de problemas

A Creche Palma é reincidente em problemas que afetam a saúde pública. No final de 2012, o Jornal Tribuna registrou um vazamento de esgoto na área interna, ao lado do playground, que persistiu por pelo menos 15 dias.
Na ocasião, a equipe constatou que o esgoto escorria desde o muro do fundo da creche até a calçada em frente à instituição e no trajeto dessa água suja e com mau cheiro, a direção havia colocado faixas de segurança demarcando o trajeto para que os pais e responsáveis não pisassem no esgoto. Neste caso, a Prefeitura de Paulínia também demorou a resolver o problema e as crianças ficaram expostas à contaminação.