Início Policial Paulínia é alvo da Operação Cadeia Alimentar II da Policia Federal

Paulínia é alvo da Operação Cadeia Alimentar II da Policia Federal

Cidade teve quatro mandados de busca e apreensão em investigação que apura desvio de recursos da merenda escolar

Paulínia foi um dos alvos da Operação Cadeia Alimentar II, deflagrada nesta semana pela Polícia Federal em 27 cidades paulistas. A cidade teve quatro mandados de busca e apreensão. Na região, as cidades de Americana, Campinas e Sumaré também estiveram na mira da operação da PF.
Agentes públicos e empresários alvos da operação chegaram a repartir entre si 100% do dinheiro pago por prefeituras para o fornecimento de merenda escolar de escolas públicas, segundo o delegado da PF, Bruno Rigote. O produto comprado, no entanto, sequer era entregue, conforme apontou a investigação.
Alguns contratos com irregularidades chegam a R$ 10 milhões. O Ministério Público Federal (MPF) e a PF apontam que as fraudes atingem de 10% a 14% dos contratos analisados em todas as cidades envolvidas. Ainda não há um balanço final do valor desviado dos cofres públicos.
Cerca de 240 policiais prenderam 20 suspeitos e cumpriram 55 mandados de busca e apreensão. Sete investigados estavam foragidos. As ordens de prisão temporária foram expedidas pela 4ª Vara da Justiça Federal de Ribeirão Preto (SP). Também foi determinado o bloqueio no valor de R$ 2 bilhões em bens.
Os presos foram levados para as sedes da PF em Santos, São Paulo, Piracicaba, Sorocaba, Campinas, Araraquara e Ribeirão Preto.
Entre os alvos de busca estão o ex-prefeito de Franca (SP), Alexandre Ferreira, ex-prefeitos de Cubatão (SP) e São Roque (SP), uma vereadora e a Câmara dos Vereadores em Guarujá (SP), além dos gabinetes das prefeituras de Taquaritinga (SP), Jandira (SP) e Cubatão .
Foram cumpridos mandados de prisão contra cinco ex-secretários de prefeituras, dois secretários em exercício, um procurador de Justiça do município em exercício, quatro funcionários públicos, quatro lobistas e três empresários. A PF informou que os nomes não serão divulgados porque a investigação ainda está em andamento.
Os suspeitos responderão pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica, corrupção ativa, prevaricação e corrupção passiva. Somadas, as penas podem chegar a 28 anos de prisão.