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Pavan foge da disputa com Helinho

"Acredito que a justiça vai fazer valer o meu direito de poder concorrer à candidatura pelo partido", disse Helinho

No sábado, 30 de junho, foi realizada a Convenção do Partido Socialista Brasileiro (PSB), quando também antes do início do evento, deveria ter acontecido a votação para a escolha do pré-candidato a prefeito de Paulínia.

A disputa seria realizada entre Hélio do Carmo Silva (Helinho), que há seis anos é filiado ao PSB, e Pavan, que se filiou ao partido no ano passado, porém em uma manobra tirando o direito do diretório do partido votar, na sexta-feira, 29, a votação não aconteceu, sendo Pavan indicado por poucos, segundo os dirigentes do partido.

Para Helinho, esse foi um ato desonesto, pois o prefeito sabia que não iria conseguir vencer a disputa com ele. Segundo Helinho, na madrugada de sexta para sábado houve a destituição do Diretório Municipal do PSB por parte da executiva Estadual, sendo derrubada a atual diretoria do partido em Paulínia e nomeado novos integrantes em tempo recorde, um dia antes de acontecer a disputa. O interventor nomeado foi o prefeito de Pedreira, Hamilton Bernardes Júnior.

Ainda, Helinho explica que no edital foi publicado que a eleição teria início às 10h do sábado, dia 30, mas sem o horário de término.

“Quando cheguei à frente do Ginásio de Esportes do João Aranha, faltavam 5 minutos para as 10h, e os portões ainda estavam fechados. Abriram os portões às 10h em ponto e demoramos 1 minuto para chegarmos à sala de votação. Assim, 10h01 min, estávamos dentro da sala onde os filiados iriam votar. No local estava o interventor, prefeito Hamilton, Dr. Ademir e a Rose, todos membros da diretoria. Foi quando eles disseram que eu não poderia votar porque Pavan já havia sido eleito pelos novos membros do diretório. Perguntei: a eleição acabou? Nesse momento fui informado que havia sido encerrada a votação. Também questionei a presença do outro candidato mas não houve resposta”. Hélio ainda questiona: “Como eles conseguiram fazer 25 pessoas votar em tempo recorde, nunca vi ninguém assinar uma ata tão rápido em menos de 1 minuto. Porque se a eleição iniciou às 10h e às 10h01eu estava na frente deles, como conseguiram todas essas assinaturas?”.

Após a constatação de que havia sido passado para trás, Helinho fez um Boletim de Ocorrência. “Eles cercearam o direito das pessoas que queriam votar, intervindo da maneira mais desonesta possível, porque se eles tivessem coragem de “bater chapa” comigo, voto a voto, teriam perdido e o Pavan não poderia ser candidato”, declara Helinho.

Ele lembra que a votação deveria ter acontecido no dia 21 de junho, mas que a diretoria do Partido decidiu cancelar porque já previam a perda na disputa. “Se perdessem pra mim iria ficar muito feio, então ele encontrou uma forma de manobrar essa eleição a favor dele”.

Para Helinho a ata já estava montada. “Eram 92 filiados para votação. Eles montaram uma ata já assinada, inclusive porque eu assinei número 25. Eles não poderiam ter feito isso, porque aclamação é quando só existe um candidato, quando têm dois candidatos, o certo é acontecer a disputa. Eles puxaram o tapete e por isso fiz o boletim de ocorrência”.

Helinho declarou que entrará com processo solicitando impugnação da pré-candidatura de Pavan. “Agora fugiu da parte estatutária partidária e acredito que a justiça vai fazer valer o meu direito de poder concorrer à candidatura pelo partido”.

Helinho conta que quando Pavan chegou ao partido em 2011 todos acreditavam que a vinda dele iria fortalecer o PSB. “Ele nunca fez uma reunião com o diretório, nunca valorizou o partido, só a sigla. Só que agora ele encontrou alguém para bater de frente com ele. Ficou claro a sua rejeição dentro do próprio partido por não abrir espaço para o pessoal conversar com ele. Ele deveria dar atenção para o diretório. Nós o recebemos de braços abertos, mas essa reciprocidade de companheirismo nunca teve da parte dele para com os integrantes do partido”, disse.

Ginásio vazio

Para Helinho a ausência de público na Convenção se deve a falta de prestígio e ao alto índice de rejeição de Pavan. “A maior parte das pessoas que estavam presentes era composta de cargos de confiança dele, dos vereadores e seus cabos eleitorais, não tinha gente do povo.

Recebi apoio da maioria do diretório para disputar a vaga para candidato a prefeito. As pessoas vinham me perguntar se eu seria candidato a prefeito. Eu ficaria numa situação muito melhor que ele nas pesquisas hoje. Recebi apoio de muita gente, principalmente do funcionalismo público. Quero até agradecer esse apoio. Uma das frases que escutei foi: Parabéns, você é corajoso, você não teve medo. Quero ressaltar que o trio elétrico que colocamos em frente da convenção teve autorização da prefeitura. Tudo foi feito dentro da lei”.