Início Paulínia Pela segunda vez, vereadores impedem que Pavan seja investigado

Pela segunda vez, vereadores impedem que Pavan seja investigado

Maioria dos vereadores preferiu não investigar as acusações contra Pavan
Maioria dos vereadores preferiu não investigar as acusações contra Pavan

Somente o vereador Zé Coco (PTB) deu seu voto favorável à investigação por possível superfaturamento nos shows contratados para os Carnavais de 2010 e 2011

Pela segunda vez, no período de 15 dias, os vereadores de Paulínia deixaram de instaurar uma Comissão Processante (CP) para investigar José Pavan Junior (PSB), condenado pela Justiça de Paulínia por improbidade administrativa devido a irregularidades na contratação dos shows nos Carnavais de 2010 e 2011.
A grande maioria dos vereadores disse não ao pedido de investigação durante a 7ª Sessão Ordinária realizada na noite de terça-feira, dia 24. Por 13 votos contrários e apenas um favorável, sendo o vereador Zé Coco (PTB), os vereadores da base governista e até do Partido dos Trabalhadores (PT) votaram contra o pedido protocolado na Câmara Municipal pelo empresário Hélio do Carmo Silva, no último dia 10 de abril.
Os vereadores Angela Duarte (PRTB), Fábio Valadão (PROS), Tiguila Paes (PRTB), Custódio Campos (PT), Dr João Motta (PT), Flávio Xavier (PSDC), Gustavo Yatecola (PT do B), “Marquinho Fiorella”, “Marquinho da Bola” (PSB), Danilo Barros (PC do B), João Pinto Mota (PSDC), Edilsinho (PPS) e Dú Cazelato (PP), ignoraram os indícios de uma sentença já condenatória do caso, deixando a responsabilidade de investigar o caso somente para o Poder Judiciário.

Denúncia

A denúncia foi protocolada pelo empresário Hélio do Carmo Silva e mostra a condenação de Pavan por improbidade administrativa devido ao superfaturamento na realização dos shows dos Carnavais de 2010 e 2011. No documento, Carmo pedia que fosse instaurada na forma do Decreto-Lei 201/67 e da Lei Municipal 1417/91, uma comissão processante para apurar a responsabilidade do prefeito municipal, já que a decisão judicial, que resultou na condenação de Pavan, pede a perda de seu cargo público e a devolução do dinheiro, um total de R$ 1,7 milhão.
No pedido apresentado, e baseado em condenação em uma Ação Civil Pública, o mesmo diz, “que notadamente Pavan participou da fabricação da exclusividade de representação dos artistas contratados para os carnavais de 2010 e 2011 e do superfaturamento das respectivas contratações, o que ocasionou aos cofres públicos, conforme sentença, um prejuízo ao erário de Paulínia, a título de superfaturamento, a ordem de R$ 1,7 milhão”.