Início Paulínia Pesquisa do Ciesp registra crescimento na produção nas indústrias da região

Pesquisa do Ciesp registra crescimento na produção nas indústrias da região

Para 60% das empresas, o nível de utilização da capacidade instalada de produção está entre 70,1% e 100%, o que corrobora os aumentos apontados no volume de produção e faturamento

O volume de produção cresceu para 44% das indústrias da região de Campinas, em junho, e o faturamento aumentou para 52% delas, de acordo com Pesquisa de Sondagem Industrial realizada pela Regional Campinas do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Contudo, o aumento no custo das matérias-primas e a necessidade de investimento em automação ainda são desafios.

Os dois indicadores indicam resultados positivos para as empresas associadas. Além deles, o levantamento mensal aponta que 20% das empresas aumentaram o número de funcionários, enquanto outros 64% mantiveram o número estável.

A pesquisa indicou que 72% das indústrias da região de Campinas pretendem avançar no seu processo de automação. Já 24% delas estão satisfeitas com atual estágio de automação.

O primeiro vice-diretor do Ciesp-Campinas, Valmir Caldana, afirmou que a questão relativa ao aumento da automação industrial, apontada como necessária para 72% das empresas respondentes, ressalta a importância do programa Jornada de Transformação Digital, lançado recentemente pelo Ciesp estadual. Caldana explicou que a Jornada é voltada para a quarta geração da indústria.

“Nesse programa, Ciesp, Senai e Sebrae oferecem consultoria e suporte profissional para que 40 mil indústrias no Estado de São Paulo, nos próximos quatro anos, modernizem seus sistemas”.

Na Sondagem Industrial de junho, conforme o vice-diretor, Valmir Caldana, os indicadores em geral são positivos para a indústria da região de Campinas. Para 60% das empresas, o nível de utilização da capacidade instalada de produção está entre 70,1% e 100%, o que corrobora os aumentos apontados no volume de produção e faturamento.

O lado negativo apontado por Caldana foi o aumento nos custos de matérias-primas e componentes para 90% das associadas em junho. “Esses aumentos continuam pressionando a indústria. Também preocupa o recente aumento no óleo diesel e seus possíveis reflexos nos custos de transportes e fretes”, acrescentou.

Na pesquisa, 44% das empresas informaram que não irão investir na ampliação da capacidade produtiva para os próximos 12 meses.

A pesquisa de Sondagem também apontou o grau de uso da energia fotovoltaica pelas empresas associadas. A utilização desse tipo de energia está sendo avaliada por 72% das empresas. A fotovoltaica já é utilizada por 8% das empresas, enquanto 4% a utilizam juntamente com a energia elétrica convencional.