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Petroleiros protestam na Replan contra privatização

Petroleiros fizeram uma mobilização na manhã de terça-feira (30) em frente à Replan contra a venda de oito refinarias, autorizada pelo CA da Petrobrás, e em defesa da estatal.
O anúncio da entrega de metade do parque de refino da Petrobrás deixou os empregados da estatal apreensivos, com a ameaça de perderem garantias que foram conquistadas com muito trabalho e suor, ao longo de muitos anos.
Além do ato em Paulínia, funcionários da Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá, também fizeram a paralisação na entrada dos petroleiros. As mobilizações foram promovidas pelo Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros do Estado de São Paulo).
O Conselho de Administração da Petrobras anunciou a autorização para a venda de oito refinarias: Abreu e Lima (Rnest), Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), Refinaria Landulpho Alves (Rlam), Refinaria Gabriel Passos (Regap), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Refinaria Isaac Sabbá (Reman) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor).
“A Replan e a Recap não se encontram nesta primeira lista, mas isso não é motivo de alívio para nossa base, porque sabemos que este governo quer a liquidação completa da Petrobras”, afirmou o coordenador da entidade, Juliano Deptula.
De acordo com o comunicado da empresa, o processo de privatização deve ser concluído em até um ano e meio. Nesse pacote estão incluídos a participação da companhia na BR Distribuidora e os terminais da Transpetro que compõem a malha logística do refino. Juntas, as oito refinarias possuem capacidade de refino de 1,1 milhão de barris dia, praticamente metade do consumo nacional.

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