Início Paulínia Policial morto em assalto pode ser homenageado com nome de rua

Policial morto em assalto pode ser homenageado com nome de rua

A Rua 4 do Condomínio Raízes, no Jardim Planalto, poderá receber o nome do policial militar Idelson Matias do Nascimento, ex-morador e síndico, morto durante um assalto em abril de 2018, aos 38 anos, em Diadema, na região do grande ABC paulista.
A indicação foi apresentada à prefeitura pelo vereador Danilo Barros (PR), já que apenas o governo municipal pode apresentar projeto de lei para denominar vias públicas. A apresentação da proposta ocorreu na sessão da Câmara do último dia 16 de julho, com a presença da família e de colegas de corporação.
Conhecido como Matias, o PM nasceu no município de Elesbão Veloso, no Piauí, e chegou ao Estado de São Paulo com os pais e mais dois irmãos, aos seis anos de idade. Desde a adolescência, sonhava em ser policial. Trabalhou em empresas na função de segurança e aproveitava o tempo livre para estudar muito, até conseguir ser aprovado no concurso da PM, em 2000.
Nesse mesmo ano, conheceu no trabalho a cabo Verônica Ferreira Matias, sua companheira da vida toda. Foram 19 anos de união estável e desse relacionamento nasceram Arthur (15), Murilo (11) e Pyetro (10), além do Caio Ferreira, que veio com Verônica e foi igualmente recebido como filho por Matias.
O policial fez escola de soldado na Cavalaria da Polícia, integrou a Força Tática e foi convidado para atuar no Palácio dos Bandeirantes, sede do governador. Depois de um assalto em casa, resolveu mudar-se com a família para Paulínia. No Condomínio Raízes, os moradores o descrevem como um vizinho “sorridente e prestativo” e que demonstrava muito amor não só pelo local onde morava como também pela cidade de Paulínia.
Em março do ano passado, Idelson e Verônica decidiram oficializar o casamento no civil, com uma cerimônia religiosa. Um mês depois, no dia 30 de abril, durante passeio em Diadema, a família foi abordada por quatro bandidos, num assalto. Mesmo sem reagir, Matias foi baleado quando os criminosos viram um anel em seu dedo e notaram que ele era policial.
“Sua morte gerou comoção profunda entre os colegas de trabalho, que fizeram homenagens e protestos na época. Desde o ocorrido, foi aberta uma sindicância que apurará os fatos e, após a conclusão, ele será promovido a sargento com as devidas honrarias”, ressalta o vereador.

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