Apenas Siméia Zanon (PSDC), Custódio Campos (PT) e Francisco Almeida Bonavita Barros (PTB) votaram contra os projetos de doação de terrenos

Na sessão da câmara do dia 7 de fevereiro, a maioria dos vereadores aprovou (sete votos a três) a doação milionária de terrenos para as empresas Paulitrigo Distribuidora e Representação Comercial de Produtos Alimentícios LTDA, Unimed Campinas e ainda para a LSL Transportes.
A Paulitrigo receberá a doação de uma área de 26.776,68 metros quadrados, na região do bairro Cascata, sendo cada metragem avaliada pela Prefeitura a R$ 60,20, totalizando R$ 1.611.956,13.
Para a Unimed será destinado um terreno de 23.845,15m2, nas proximidades do balão da São Marcos, sendo o metro quadrado avaliado pela Prefeitura a R$ 91,54, num total de R$ 2.182.785,03. No artigo 3º do PL fala que esta empresa usará a área para desenvolvimento sócio econômico e implantação de serviços de saúde.
A terceira doação para a LSL Transportes Ltda, é referente a um terreno de 497.976,37 metros quadrados, avaliados cada metro pela Prefeitura a R$ 57,00, totalizando R$ 28.384.653,00.
Além das doações de áreas, as três empresas deverão receber isenção integral de IPTU por 10 anos e redução do ISSQN a uma taxa de 2%, recebendo ainda toda a infraestrutura necessária para sua instalação.
Para os vereadores da oposição, que votaram contra os projetos há muitos indícios de irregularidade e ilegalidade das doações.
Entre eles o fato de outros quatro casos de doações de áreas estarem sob investigação no Ministério Público, a falta de interesse público justificado, entre outros.
Para a vereadora Siméia a área doada é referente a uma fazenda. “Eu vejo que agora a doação é referente a uma fazenda, então temos sim que ter cautela para votar e quantos novos empregos já gerou essas empresas que já receberam doação? Até agora não vi nada”, questionou Siméia.
O vereador Custódio Campos (PT) destacou que a doação de 500 mil metros quadrados pode vir a gerar impacto ambiental. “ Essa mesma área poderia ser dividida e entregue a outras empresas”.
Também o vereador Bonavita (PTB) lembrou dos empresários de Paulínia. “Tem pequenos empresários em nosso município que estão há anos aguardando uma doação de terra, e não são atendidos. Esses sim contribuiriam para o desenvolvimento da cidade gerando empregos, além de construírem rápido”, diz Bonavita.
Em janeiro de 2011, foi aprovada a doação de área para a multinacional coreana LG Eletronics, que já deveria estar em funcionamento, pois se esperava que a inauguração da mesma tivesse sido em outubro passado, com produtos a venda já em novembro. Mas até agora nenhuma construção se iniciou, até porque foi divulgado em jornais de que a empresa estaria passando por uma crise financeira mundial há cinco trimestres seguidos, e sua instalação em Paulínia não ocorreria mais de imediato.
Tribuna Livre
Na Tribuna Livre o morador do Serra Azul Ronaldo Santos de Souza filiado ao Partido Democratas (DEM), expôs sua insatisfação com os diversos serviços prestados pela Prefeitura como os transportes Escolar e Público, que segundo ele não estão sendo fiscalizados. Ronaldo disse que já teve uma época que os ônibus rodavam com os bancos de passageiros soltos.
Ronaldo também cobrou a construção de uma Biblioteca Virtual em cada bairro, promessa de governo e que até agora não foi concretizada.
Ele diz que quando chove a Biblioteca Virtual fica inundada e o calor fica insuportável, pois o ar-condicionado está sem manutenção há mais de seis meses.
“A Saúde está a desejar, tendo coragem de colocar na secretaria um panfleto dizendo que Paulínia está em 1º lugar, pesquisei e os dados são de 2008 e até hoje a secretária de Saúde se recusa a tirar o panfleto de lá”.
Ronaldo ainda lembrou de outra promessa do prefeito, em relação a entrega de remédios nas casas.







