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Prefeitura improvisa salas de aula para alunos do São José

De improviso, o Espaço Cultura virou escola para 586 alunos desalojados

O Jornal Tribuna recebeu nesta semana diversas reclamações sobre as condições das escolas de Paulínia, em especial sobre o remanejamento dos alunos do São José. Os pais estão insatisfeitos porque fizeram a matrícula de seus filhos para a escola do bairro que, de acordo com a promessa da atual administração, ficaria pronta para o ano letivo de 2012, o que não aconteceu.

A administração deu início a construção de duas escolas, sendo uma no bairro Bom Retiro, em junho de 2011 e a outra no São José, no mês seguinte, fazendo a promessa de que ficariam prontas e mobiliadas a tempo do início das aulas. A preocupação dos pais começou a surgir já no final do ano, quando já era evidente o atraso nas obras e os rumores de que os alunos seriam transferidos para escolas diferentes e foi o que aconteceu.

Os alunos que estudariam na Escola “Bom Retiro” foram encaminhados para a EMEI “Rachel Batista Amatte”, CEMEP, EMEF “Yolanda Tiziani Pazetti”, além da EMEF “Profª. Flora Aparecida Toledo Lima”.

Já os estudantes da EM “São José” foram recolocados na EMEF “Prof.ª Maria Aparecida Caputti Beraldo” e EMEF “Prof. Dr. Dalmo F. B. de Mattos”. Além disso, a Prefeitura fez uma adequação no Espaço Cultura para os 586 alunos de 1º ao 3º ano que ainda estavam desalojados, em dois períodos divididos em 15 salas de aula e uma biblioteca.

Para a vice-prefeita, local adaptado virou um labirinto

A vice-prefeita Simone Moura esteve no local e disse que o prédio não é adaptado para alunos dessa idade. “Fizeram um labirinto. Não tem pátio, eles arrumaram um lugar para fazer Educação Física na parte de cima do prédio, não tem refeitório, a merenda escolar vai vir pronta. Esperamos que isso seja realmente provisório e que nossos alunos possam, a partir de abril, estudar em um lugar digno”, disse.

De acordo com cada escola prometida pela administração atenderia 900 alunos da rede pública de ensino.