Início Paulínia Presidentes de Bairros participam da Campanha “Quem Ama Cuida”

Presidentes de Bairros participam da Campanha “Quem Ama Cuida”

Campanha de Prevenção e Combate a Violência doméstica contra criança e adolescente
Focada na prevenção e combate a violência doméstica contra a criança e o adolescente, a Campanha “Quem Ama Cuida”, organizada pela Secretaria da Criança e do Adolescente (Seca) de Paulínia, reuniu dia 11, na Sala da Imprensa do Paço Municipal, os presidentes de bairros e representantes de Instituições do município, para fazer uma parceria, envolvendo-os nas ações preparadas para Campanha em seus respectivos bairros.
Além dos citados, a Campanha prevê o envolvimento de comunidades religiosas visando a difundir o assunto na sociedade. No Brasil, a violência dentro de casa é a que mais vitima crianças e adolescentes. De acordo com a Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância, 12% das 55,6 milhões de crianças brasileiras menores de 14 anos são vítimas anualmente de alguma forma de violência doméstica. Em média, 18 mil crianças são agredidas por dia, 750 violentadas por hora e 12 vítimas de agressão por minuto. De hora em hora uma criança morre torturada, queimada ou espancada pelos próprios pais em todo o mundo.
A abertura da Campanha acontecerá na Câmara Municipal, dia 17 de maio, às 19h30, com a palestra: “A violência intrafamiliar e seus reflexos na sociedade”, ministrada por Luciano Betiate. No dia 18, a programação segue durante todo o dia. Concomitante na Sala da Imprensa no Paço Municipal acontecerá o curso de capacitação para Conselheiros Tutelares de Paulínia e região, debatendo a nova Legislação de crimes sexuais.
A Secretaria levará ações para os bairros a partir do dia 19 de maio. Um projeto itinerante denominado “Nem tão doce lar”, simulando o ambiente doméstico e os perigos que escondem dentro de casa, demonstrando-os de forma dinâmica, mas com clareza, apesar do tema ser considerado pesado.
A secretária da Seca, Rita Coelho acredita que com o apoio das Instituições e dos presidentes de Bairros, a Campanha terá um alcance muito maior, pois o governo sozinho torna-se muito pequeno diante de tamanha problemática. “É responsabilidade do Poder Público, das famílias e da sociedade. Se você se omite, também está indo contra o direito da criança e do adolescente, que é o caso de uma mãe cúmplice ou de um profissional que não denuncia”, afirma a secretária.
“O grande norte é abrir um leque sobre a forma de educar. As pessoas educam da forma que foram educadas, e isso pode ser prejudicial, pois a questão cultural é a que mais se relaciona com a violência infantil”, comenta a educadora e terapeuta ocupacional da Seca, Patrícia Ferreira Ferraz.