Com vida útil inferior às de metal, correias de borracha exigem cuidados especiais
A tarefa de sincronizar o movimento dos pistões com a abertura e fechamento das válvulas de admissão e escape ainda é essencialmente mecânica, embora já exista um controle e gerenciamento eletrônico bem rigoroso, que permite adiantar ou atrasar abertura e fechamento das válvulas, de acordo com a demanda de torque e potência.
Nesse sistema, a correia sincronizadora, seja ela de metal ou de borracha, é um componente que deve sempre estar em bom estado. Além, claro, dos rolamentos e esticadores. A vida útil das correias de borracha é inferior às de metal, porque se desgastam mais rapidamente. Para aumentar o tempo de troca desse tipo de correia, a engenharia desenvolveu um produto especial, submerso em óleo.
Ocorre, porém, que este componente utiliza o mesmo óleo que lubrifica todas as peças móveis internas do motor. E, de tempos em tempos, o óleo de motor deve ser substituído, assim como o filtro de óleo. É muito comum correias submersas em óleo quebrarem precocemente, por descuido do motorista na hora de trocar o lubrificante do motor.
Na maioria das vezes, o dono do carro simplesmente ignora o prazo de troca de óleo recomendado pela montadora. Assim, contaminado, o lubrificante acaba deteriorando a correia sincronizadora antes do tempo. Usar um óleo diferente do indicado pela fabricante do veículo também reduz o tempo de vida da correia submersa, cuja eficiência tem relação direta com o pacote de aditivos do lubrificante indicado. Vale lembrar que: a quebra da correia dentada pode causar o empenamento das válvulas e dos pistões e até mesmo condenar todo o motor do veículo.
Portanto, respeitar os prazos de troca do óleo de motor, o tipo indicado no manual, bem como substituí-lo na metade do tempo, quando o uso do carro for severo, são recomendações que devem ser seguidas à risca.
Finalizando. Como é impossível saber o estado da correia sem desmontar o sistema para avaliar a situação da borracha, ao adquirir um usado com correia sincronizadora submersa em óleo, troque preventivamente ela e o óleo do motor, caso contrário, o custo do remédio será muito mais alto do que da prevenção.
Diego Gomes (DG) é mecânico de formação e proprietário da MD Mecânica Automotiva.
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