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Risco de desmoronamento fecha estrada da Rhodia

Ponte foi interditada na terça-feira com a participação da Defesa Civil de Paulínia e de Campinas
Ponte foi interditada na terça-feira com a participação da Defesa Civil de Paulínia e de Campinas

Laudo feito pela empresa mostra risco iminente de desabamento do elevado sobre o Ribeirão Anhumas

A ponte que liga os municípios de Campinas a Paulínia, na Estrada da Rhodia, foi interditada na noite de terça-feira (25) pela Defesa Civil de Campinas em parceria com a Secretaria de Defesa Civil de Paulínia por risco iminente de queda. De acordo com a Prefeitura, um laudo encomendado pela empresa química apontou que a estrutura da ponte sobre o Ribeirão Anhumas está comprometida.

A ponte fica sobre o Ribeirão Anhumas, no distrito de Barão Geraldo. Há cavaletes e enormes estruturas de concreto impedindo a passagem. Não há previsão de reabertura e as duas cidades informaram que estudam soluções para o problema.
Os riscos foram apontados por um laudo técnico encomendado pela Rhodia e a decisão de bloqueio foi tomada após uma vistoria realizada por profissionais da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Subprefeitura de Barão Geraldo e Defesa Civil. De acordo com o documento, há sérios comprometimentos na estrutura. É possível ver rachaduras profundas no asfalto e alguns gradis de proteção, feitos de metal, estão quebrados.
Segundo o Secretário de Defesa Civil, Paulo Mota, a interdição ocorreu porque há riscos de parte da estrutura ceder e causar um grave acidente, já que pelo local passa tubulação de gás. “Diante do risco de um acidente de grandes proporções esta foi a melhor decisão. Temos que preservar a vida dos usuários da estrada”, disse Mota.
O secretário de Transportes, Laércio Giampaoli, também acompanhou a interdição. Segundo ele, a expectativa é de que não haja transtornos aos motoristas. “Para o cidadão se locomover entre Barão e Paulínia existem rotas alternativas para veículos leves passando por Betel, além da SP 332 que deve ser utilizada por veículos pesados,” disse Giampaoli.

Tubulação de gás
Segundo o subprefeito de Barão Geraldo, Valdir Terrazan, além do abalo estrutural, a ponte comporta tubulação de gás, o que foi confirmado pela Comgás, até em posição saliente, e também apresenta outros tipos de cabeamentos, que estão sendo identificados. Terrazan afirmou que durante a vistoria, os técnicos perceberam que caem resíduos de concreto da ponte, e que parte da ferragem de sustentação está exposta. A estrutura possui cerca de 40 anos e mede 60 metros de extensão. O piso é concretado e revistado de manta asfáltica. Ela fica no limite das cidades de Paulínia e Campinas e o subprefeito afirma que o estudo para avaliar a solução para o problema terá de ser feito em conjunto.

Fluxo
A estimativa é que o fluxo médio de veículos por dia no local chegue a 4 mil veículos, muitos de grande porte, como caminhões e ônibus. Muitos trabalhadores da Rhodia que moram em Paulínia utilizavam a via para “cortar caminho” e evitar pegar rodovias. De acordo com ele, o risco era grande porque muitos caminhões com produtos inflamáveis passavam pelo local.
“Essa ponte servia como um atalho. Os veículos devem seguir pelas rotas principais, que são as rodovias, como a Zeferino Vaz, a D. Pedro I e suas marginais, além de utilizar o desvio pelo bairro de Betel”, disse Terrazan.