Início Paulínia Secretário de Habitação esclarece verdadeira situação do Residencial Pazetti

Secretário de Habitação esclarece verdadeira situação do Residencial Pazetti

Prefeitura deu preferencia a pessoas que moravam em situação de risco "se o projeto inicial tivesse sido mantido,as famílias já poderiam estar no Pazetti desde 2009"
Prefeitura deu preferencia a pessoas que moravam em situação de risco “se o projeto inicial tivesse sido mantido,as famílias já poderiam estar no Pazetti desde 2009”

Em entrevista exclusiva ao Jornal Tribuna, o secretário de Habitação, Danilo Garcia, esclarece a verdadeira situação do Residencial Pazetti. Segundo ele, a administração passada mudou totalmente o projeto inicial, causando grandes prejuízos às famílias carentes da cidade. Danilo afirmou ainda que irá processar o vereador que fez acusações mentirosas a seu respeito e que a prefeitura irá continuar buscando alternativas para contemplar todas as famílias que precisam de uma casa para morar. “Estamos construindo uma política correta de habitação, com o objetivo de atender toda a demanda habitacional da cidade, priorizando sempre as famílias menos favorecidas”, afirmou. Confira a entrevista na íntegra:

Jornal Tribuna – Quando o programa do Residencial Pazetti foi criado, o foco era atender uma demanda social do município. Por que isso foi mudado?
Danilo – O Pazetti foi licitado em 2007 em uma área de interesse social. O projeto, vinculado ao programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida, tinha o objetivo de beneficiar famílias carentes do município. Usando de má fé e desrespeitando essas famílias mais necessitadas, o antigo governo mudou totalmente o projeto.

Jornal Tribuna – Com essa mudança realizada pela antiga administração, quem acabou sendo beneficiado?
Danilo – Com essa manobra, o processo de seleção de vendas acabou beneficiando empresários, cargos do primeiro escalão, pessoas apadrinhadas, que não moram no município e que já tinham imóveis, solteiros. Ou seja, essa lei não atendeu o interesse social.

Jornal Tribuna – Quando as obras eram para terem sido entregues?
Danilo – As obras foram iniciadas na gestão do prefeitura Edson Moura e deveriam ter sido entregues no começo de 2009. Porém, elas ficaram paradas até 2012, quando foram retomadas já enquadrada em um novo programa.

Jornal Tribuna – Como era o projeto inicial?
Danilo – O residencial Pazetti possui 886 unidades. Foi feito um grande investimento da prefeitura e no projeto inicial havia uma grande área de lazer, com o objetivo de ser transformado em um empreendimento de convívio social.  E isso foi suprimido do projeto.

Jornal Tribuna – Para o senhor, o significa essa atitude da administração passada?
Danilo – Pra mim, essa é uma evidência da marca maior do governo passado, que demonstrou que não tinha o mínimo de compromisso com as famílias da cidade.  Não se justifica pegar um empreendimento de interesse social, fazer altos investimentos e não atender as famílias carentes, que estão no cadastro do município. Na minha opinião, esse foi o maior golpe na história da habitação de Paulínia.

Jornal Tribuna – As famílias que receberam as casas do módulo III podem perder suas casas?

"O antigo governo aplicou o maior golpe na história da habitação de Paulínia" disse o secretário Danilo Garcia.
“O antigo governo aplicou o maior golpe na história da habitação de Paulínia” disse o secretário Danilo Garcia.

Danilo – De jeito nenhum. Essas famílias estão enquadradas no Programa Especial Prioritário de Habitação e permanecerão nas suas casas, pois estão dentro do que a lei determina. Ao contrário do que muita gente tem falado, essas famílias são legítimos beneficiários de suas casas, por tanto, não terão que desocupar o imóvel que ganharam.

Jornal Tribuna – A prefeitura continua fazendo análise de famílias que ainda possam ser beneficiadas?
Danilo – Sim. Estamos realizando análise do módulo III do Residencial Pazetti para cumprir a cota reservada para idoso, portadores de necessidades especiais e famílias que vivem em moradias irregulares, seja do Acampamento Menezes ou de demais locais na mesma situação.

Jornal Tribuna – Muita gente está achando que o Programa Especial Prioritária se aplica apenas aos moradores do Acampamento Menezes. Isso procede?
Danilo – Não. Essa lei não foi só para o Acampamento Menezes, estamos atendendo casos do Parque da Represa, Cascata, Fortaleza, Viacava, entre outros. O objetivo é atender pessoas que residem em moradias inaceitáveis. Qualquer ser humano civilizado, fraterno, não pode assistir a isso e não fazer nada. A própria sociedade deveria se movimentar em relação a essa situação.

Jornal Tribuna – Quem fez a seleção dessas famílias?
Danilo – A seleção foi feita por uma comissão com membros da Promoção Social, Defesa Civil, Habitação, Meio Ambiente e Jurídico. Foi realizado um trabalho técnico, com várias visitas e relatórios elaborados por assistentes sociais da Promoção Social e da Habitação. Nossa análise foi justa e transparente.

Jornal Tribuna – E quem ficou de fora?
Danilo – As pessoas que não contempladas não foram enganadas.  Quem não recebeu a casa é porque não atendeu aos critérios da lei: tempo de moradia na cidade, renda e não possuir imóvel no nome.

Jornal Tribuna – O senhor foi alvo de acusações feitas por um vereador. O que tem a dizer sobre isso?
Danilo – Aquele que diz que é presidente da comissão de habitação desconhece a própria lei. Fez uma campanha de mentira durante uma sessão da Câmara e vamos cobrar responsabilidade. Esse cidadão fez afirmações levianas, irresponsáveis, diminuindo o papel importantíssimo da Câmara Ao invés de agir com seriedade, colocou em dúvida a credibilidade da Comissão de Habitação da Câmara. Credibilidade que já está abalada a partir do momento que tal comissão não fiscalizou a venda e aluguel das casas dos primeiro e do segundo módulo. Com certeza ele vai ser cobrado na justiça, pois fez palanque de fala irresponsável. A imunidade não dá direito de contar mentira e de imputar crime a uma pessoa. Vamos tomar as devidas providências para ele aprender a tratar o assunto com a seriedade que o assunto merece. Esse vereador mentiu e eu vou processá-lo.

Jornal Tribuna – A prefeitura tem pensando em alguma solução para atender as famílias que não foram contempladas?
Danilo – Iremos implementar dois novos programas que estão sendo priorizados pela administração. Para os que estão fora dos critérios, será feita uma nova análise e a atualização do cadastro do município. Levantaremos o perfil dessas famílias, para desenvolvermos programas de acordo com esse perfil. Por outro lado, iremos juntar esforços e conclamar a sociedade e órgãos fiscalizadores para conseguir garantir que os imóveis que foram direcionados para aquelas pessoas foram de critério sejam redirecionados para os que mais precisam, até porque foram entregues mais de 700 casas. A administração está sofrendo uma grande perseguição, mas vamos continuar lutando para cumprir nosso papel em relação às necessidades básicas da população.