Início Policial Sindicato dos Rodoviários pede ao MP fiscalização rigorosa dos ônibus da Sancetur...

Sindicato dos Rodoviários pede ao MP fiscalização rigorosa dos ônibus da Sancetur no transporte escolar

Segundo o vice-presidente da entidade, trabalhadores informam que a frota teria problemas por conta da falta de manutenção adequada.

A vice-presidência do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Campinas e Região solicitou nesta semana à Promotoria de Justiça de Paulínia, braço do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) no município, a realização de uma fiscalização rigorosa nos itens básicos de segurança dos ônibus do transporte escolar da Sancetur.
De acordo com o vice-presidente da entidade, Izael Soares de Almeida, a opção por essa medida surgiu a partir de conversas com motoristas e monitores, que o informaram sobre o fato de que vários ônibus teriam problemas de conservação, por conta da falta de manutenção adequada, de responsabilidade da empresa. Segundo o sindicalista, a Prefeitura de Paulínia também não realizaria fiscalização periódica para verificar se a Sancetur promove manutenção na frota do transporte escolar, o que é algo “muito grave”, em sua avaliação.
No ofício protocolado junto à Promotoria de Justiça de Paulínia/MP-SP na última quinta-feira (29), sob o protocolo nº 1268/2019, a entidade aponta ao órgão problemas como “pneus lisos, freios que não funcionam rotineiramente, falta de cinto de segurança na maioria dos ônibus, quebra constante de mecanismos de freio, direção, motor e câmbio”, entre outros.
No documento, o sindicato ainda ressalta ao MP-SP que “todos esses itens já foram vastamente denunciados à Prefeitura Municipal, porém, nenhuma providência foi tomada”.
Os trabalhadores teriam dito, segundo Almeida, que há ônibus que chegam a transportar 90 crianças, o que também foi informado ao órgão. “Se a capacidade máxima de um ônibus convencional é de 46 a 50 passageiros sentados, quantas crianças não estarão indo em pé ou várias sentadas no mesmo acento?”, questionou o representante do sindicato.
Izael Almeida diz acreditar que caso o MP-SP acate a solicitação da vice-presidência da entidade, “90% da frota (do transporte escolar) será impedida de circular na cidade”.

Funcionários da Viação Flama também apontam problemas decorrentes da falta de fiscalização no transporte urbano

Uma equipe do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Campinas e Região esteve no Rodoshopping de Paulínia, na última terça-feira (27), e também verificou diversos trabalhadores da Viação Flama esgotados, devido às reclamações diárias dos usuários pela demora das linhas, muitas delas agressivas.
“Nós conversamos com funcionários que estavam visivelmente estressados, nervosos, muitos relatando que estão adoecendo por conta do estresse, pelas reclamações contínuas dos usuários, e que a empresa não toma providências”, ressaltou o vice-presidente Izael Soares de Almeida.
Muitos contaram, de acordo com o sindicalista, que, pelo fato de não haver fiscalização das linhas nem dos horários, por parte da prefeitura, eles percebem que as reclamações só aumentam e se intensificam, afetando a qualidade de vida de motoristas e cobradores que estão em contato com o público diariamente.
“A empresa não possui estudo para verificar se o número de carros nas linhas realmente atende a população nos bairros, se há necessidade de mais ônibus, enfim, não há um planejamento nem controle (da prestação do serviço)”, garante o representante da entidade.

Outro lado

Tanto a prefeitura quanto a empresa Sancetur foram solicitadas a se posicionar frente ao possível problema das más condições dos ônibus da frota do transporte escolar, relatado por alguns funcionários ao sindicato, mas ninguém respondeu os questionamentos da reportagem até o fechamento desta edição. A prefeitura ainda foi questionada sobre as fiscalizações necessárias, tanto no transporte escolar quanto no urbano, se ocorrem e com que frequência, mas também não respondeu no prazo estipulado.