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TRT-15 mantém ação de dissídio coletivo dos trabalhadores do transporte escolar da Sancetur

Tanto a direção do sindicato dos Rodoviários de Campinas como a empresa solicitaram a extinção da ação, em audiência, mas tribunal acatou pedido da vice-presidência da entidade e seguirá com o processo

A vice-presidência do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Campinas e Região conseguiu garantir a continuidade da ação de dissídio coletivo dos trabalhadores do transporte escolar da Sancetur, solicitada ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15). Na audiência de conciliação designada pelo TRT-15, ocorrida na última terça-feira (20), tanto o representante da direção do sindicato de Campinas quanto o advogado da empresa de transportes solicitaram a extinção da ação, mas o tribunal acatou a solicitação da vice-presidência da entidade e prosseguirá com o processo, até o julgamento.
O próximo passo no TRT-15, de acordo com informações do vice-presidente, Izael Soares de Almeida, é a abertura de prazo para manifestação das partes envolvidas. “O fato de garantir o julgamento do dissídio traz uma segurança para os trabalhadores, uma vez que há forte indício de conluio entre parte da direção do sindicato e o empresário”, acusa Almeida.
O vice-presidente do sindicato dos Rodoviários informa que, durante a audiência, o advogado da direção da entidade em Campinas teria garantido a existência de uma lista de presença, assinada por funcionários da Sancetur, referente à assembleia que aprovou a negociação salarial junto à empresa, com a intermediação do grupo do sindicato de Campinas. Mas Izael Almeida refuta o discurso da direção do sindicato em Campinas e dos representantes da Sancetur, reafirmando que a referida assembleia não aconteceu, conforme relatos de muitos dos funcionários da empresa.
No dissídio coletivo, os funcionários da Sancetur pedem o mesmo índice de reajuste salarial obtido pelos funcionários da empresa Flama, de 6%; aumento de 8% sobre os benefícios e que a empresa regularize os pagamentos do FGTS e recolhimentos do INSS.

Funcionários da Sancetur denunciam elaboração de possível ata forjada dentro da empresa, segundo informações do vice-presidente do sindicato

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Campinas e Região, Izael Soares de Almeida, procurou a reportagem do Jornal Tribuna, na última quinta-feira (22), para informar que recebeu denúncias de funcionários da Sancetur dando conta de que, pela primeira vez, em todos os anos de serviço da empresa no transporte escolar em Paulínia, parte dos trabalhadores teriam recebido holerites de adiantamento. Almeida destacou que muitos trabalhadores teriam achado estranho o fato de representantes da Sancetur solicitarem que assinassem uma lista em branco, com nome completo e RG, no momento de receber o referido holerite.
“A empresa estava entregando holerite de adiantamento salarial, coisa que nunca houve na história, como álibi para poder pegar assinatura e RG, numa lista em branco, forçando os trabalhadores assinarem, para eles anexarem numa ata forjada e justificar para o tribunal que a campanha salarial feita com o pessoal de Campinas e o Chedid teve validade”, destacou Almeida.
O vice-presidente da entidade explica que, diante das denúncias, decidiu comparecer à Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência contra o proprietário da empresa, Marcos Chedid. Na cópia do boletim, enviada ao jornal, constam a coleta das assinaturas de parte dos funcionários e de seus registros de identidade, nas dependências da Sancetur, para “posteriormente forjarem um abaixo- assinado ou declaração com conteúdo de seu interesse, sem a manisfestação real dos trabalhadores, causando constrangimento e intimidação”.