Início Paulínia Usuários do transporte coletivo de Paulínia enfrentam interrupção do serviço

Usuários do transporte coletivo de Paulínia enfrentam interrupção do serviço

Motoristas e cobradores fizeram protesto de cerca de 5 horas no Rodoshopping, na última terça-feira (5), contra a antecipação da data de fechamento da folha de pagamento

Motoristas e cobradores da Viação Flama promoveram, na última terça-feira (5), no Rodoshopping de Paulínia, uma paralisação de cerca de 5 horas para protestar contra a decisão da empresa de antecipar em cinco dias o fechamento da folha de pagamento, já que a data usual está prevista em acordo coletivo. Os trabalhadores também estavam descontentes, pois informaram que o último vale-refeição foi pago com cinco dias de atraso, de acordo com informações da vice-presidência do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Campinas e Região. No início da tarde, por intermediação da prefeitura, o protesto terminou.
O vice-presidente da entidade, Izael Soares de Almeida, disse que chegou à rodoviária na última terça (5) para conversar com os funcionários, como faz rotineiramente, e foi surpreendido com várias reclamações. “Os trabalhadores estavam muito insatisfeitos e disseram que o ponto foi fechado no dia 25 e não no dia 30, como combinado anteriormente e já tratado em acordo coletivo. A empresa informou os funcionários sobre a decisão num quadro de avisos, alegando redução de funcionários responsáveis por fechar o ponto, e eu não tinha concordado, muito menos os ftrabalhadores, pois deixar de receber pagamento de cinco dias faz uma grande diferença no salário”, argumentou o sindicalista.
Segundo Almeida, a empresa já havia recuado da decisão, mas, mesmo assim, alterou a data do fechamento da folha de pagamento sem nenhuma negociação com o sindicato e sem avisar os funcionários, o que desencadeou a paralisação. Na ocasião, tanto o secretário de Transportes Antônio Carreira quanto o vice-prefeito Sargento Camargo estiveram na rodoviária, para ouvir os trabalhadores e intermediar a situação.
O sindicalista ressaltou que a prefeitura abriu as portas para receber uma comissão de trabalhadores junto com o sindicato, nos próximos dias, para resolver essa questão. Ele também destacou que, durante o protesto, as autoridades garantiram que a prefeitura vai atender uma demanda antiga da classe, registrando em ata que a próxima empresa vencedora da licitação do transporte na cidade deverá cumprir com o acordo coletivo existente.
“Isso me deu uma sensação de transparência, por parte da administração, pois quem ganhar vai ter que manter os direitos que os trabalhadores tem hoje. Para nós, foi uma vitória importantíssima. E em respeito a isso, nos sentimos na obrigação de suspender o movimento”, comemorou.

Outro lado

A Viação Flama informou, por meio de nota, que “a medida (paralisação) foi totalmente arbitrária, desarrazoada e ilegal, haja vista que a Viação Flama Transportes, Turismo e Locação Ltda. cumpre regularmente e rigorosamente com o pagamento de todos os direitos e encargos trabalhistas de seus colaboradores, já tendo inclusive antecipado neste mês o pagamento dos salários”. Ainda segundo a nota, “a medida (paralisação) não contou com o aval do sindicato da categoria (…), tratou-se, a bem da verdade, de atitude coordenada por pessoas que não representam a categoria com o único intento de, por revés político, desestabilizar a prestação de serviços de transporte coletivo”.