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Wilson Machado anuncia saída do PMDB

Segundo o empresário, a decisão foi amigável e necessária para que suas ideias para a cidade fossem colocadas em prática

Nesta semana, o empresário Wilson Machado anunciou a sua saída do PMDB, partido em que estava filiado há mais de cinco anos. Durante sua estada no partido, Machado se tornou um dos grandes nomes da legenda em Paulínia, colaborando na linha de frente das campanhas eleitorais, como a que elegeu Edson Moura Junior.
De acordo com o empresário, a decisão de se desfiliar do partido foi totalmente amigável, de comum acordo entre ele e os amigos dirigentes do diretório, que desejaram à Machado muito empenho e sorte na nova empreitada.
Acompanhe a seguir um entrevista exclusiva com o empresário.

Jornal Tribuna: Qual o motivo da desfiliação e como foi a sua saída do PMDB de Paulínia?

Wilson Machado: Eu tenho muita satisfação em dizer que fui filiado ao PMDB. Quando me filiei, a minha ficha foi abonada pelo vice-presidente da República, Michel Temer. Entrei pela porta da frente, fui muito bem recebido e construí amizades lá dentro.
Há alguns meses, coloquei meu nome à disposição da população e percebi, com as reivindicações que me apresentavam, que muita coisa daria para resolver com atitudes e decisões simples. Então, resolvi expor minhas ideias para a cidade através da minha página social no Facebook. Recebi milhares de curtidas e compartilhamentos nos meus posts, e daí surgiu o desejo de fazer algo pela cidade, de me dedicar à população.
Comecei a demonstrar ideia de governar Paulínia, de me tornar um pré-candidato à prefeito, mas entendi que dentro do PMDB existem muitas lideranças que possuem o mesmo anseio. Dessa forma, vendo que não teria o espaço necessário para minha candidatura e para que não haja confrontos internos, optei por deixar meus colegas de partido mais à vontade quanto à essa decisão, inclusive porque o prefeito Edson Moura Junior poderá vir a pleitear as eleições de 2016 também.
Saio do PMDB da mesma forma que entrei, pela porta da frente, com o consenso do presidente do diretório e também dos dirigentes e com o mesmo respeito e admiração pelo líder do partido, o Edson Moura pai. Não tenho e nem terei qualquer tipo de conflito com o PMDB, pelo contrário, deixo ali meus amigos, mas que continuarão sendo amigos, independente de qualquer coisa.

 

JT: Você já está filiado à outro partido?

WM: Ainda não, mas acredito que isso se defina nas próximas semanas. Fui convidado por alguns partidos e também procurei por outros para desenvolver meu trabalho. Tem partido que já possui seu líder, outros procuram por um nome de expressão para as eleições do ano que vem.
Para mim, o processo de escolha de um candidato a prefeito dentro de uma legenda deve ser totalmente democrático. Acredito que aquele que estiver bem no partido e ter o nome bem aceito diante da população deve ser o escolhido, mas não antes de passar pelas votações internas e convenções, sempre respeitando a opinião de todos os filiados.
Estou analisando as hipóteses e conversando com dirigentes. Em breve terei uma definição.

 

JT: Como um pré-candidato a prefeito, você já começa a disputar a opinião pública com seus amigos do PMDB. O que você acha desse confronto?

WM: Não é um confronto, são opiniões diferentes. Eu saí do PMDB sem constrangimento e com muita transparência. Antes, eu avisei sobre a minha saída da Secretaria de Indústria e Comércio e depois sobre a minha intenção de ser um pré-candidato. Tudo foi planejado para que eu pudesse ter o meu espaço. Não terei problema com o candidato do PMDB porque são ideias diferentes para um mesmo problema. Acredito que todos querem resolver os problemas da cidade, mas o diferencial está na maneira de executar essa solução. Cada um tem seu jeito de governar, tenho uma visão diferente e exponho minhas opiniões no Facebook, para que todos possam analisa-las. Quero fazer um trabalho com seriedade e com transparência e através da minha página na rede social, a população já está me ajudando nisso.