Sofrer com os erros do governo virou coisa de praxe em Paulínia. No ano passado, pela primeira vez na história, os servidores municipais precisaram fazer greve. Durante 64 dias, servidores e população sofreram. Em resposta, o prefeito descontou ilegalmente o salário dos trabalhadores e provocou um caos na cidade. Agora, comete o mesmo erro, não cumprindo a ordem judicial de restituir os valores. O que ele quer? Testar o servidor e punir a população com outra ameaça de greve?
DESCASO COM A POPULAÇÃO
Quando assumiu a Prefeitura lá no Ginásio de Esportes do Centro, no dia 1º de janeiro de 2009, o prefeito-muleta ficou todo corado quando teve de encarar um grupo de manifestantes que morava na Granja Coave pedindo a solução que ele tanto prometeu em campanha. Qual a resposta dele três anos depois? Um mandado judicial pedindo força policial para expulsar mais de 500 pessoas do lugar onde moram hoje, o Acampamento Menezes, no Viacava. Sabe o que é pior? O lugar onde essas pessoas estão morando é público e o prefeito que promete um condomínio com o nome de ‘Vida nova’, até hoje não se importou nem em amenizar problemas simples para essas pessoas realmente sofridas, como ligações decentes de água e esgoto. A energia elétrica só chegou ao local porque os moradores compraram os postes e o prefeito nunca, nunca mesmo, apareceu no local ou retornou os pedidos de reunião!
GOVERNO PARA POUCOS
Agora me digam: como é que um prefeito bate no peito dizendo que defende o social se governa só em benefício de meia dúzia? Sim, porque até agora, tudo o que ele fez foi esbanjar muito dinheiro público em festas e deixar as prioridades essenciais da população para trás. O servidor ficou para trás, as casas ficaram para trás, o Centro Geriátrico ficou para trás, as escolas prometidas ficaram para trás, os remédios ficaram para trás, o fim das obras do Hospital Municipal ficaram para trás, os empregos ficaram para trás. Até os editais que atraem as produções de cinema para a cidade ficaram para trás! Tudo o que o Edson Moura criou e que foi responsável por transformar Paulínia na cidade-modelo no Brasil ficou para trás com esse (des)governo que não trabalha pensando na cidade como um todo. Também, o que esperar de uma administração que só reconhece o curral?
COMPARSAS DO DESGOVERNO
Pior que enfrentar um governo que só se interessa em promover festas que enchem os bolsos de empresas de fora, é encarar uma Câmara que sequer tem a coragem de abrir um pedido de investigação sobre tantos atos contraditórios e denúncias graves de desvio de dinheiro público. Contra fato não há argumento: se a Justiça pode investigar, bloquear os bens do prefeito, de secretários e comissionados e até considerar o afastamento do prefeito do cargo, porque os vereadores não podem? Pense bem nisso caro leitor/eleitor. Terça-feira agora tem sessão de novo!!!





