Início Paulínia Após questionamentos de Wilson Machado, Prefeitura diz que vai monitorar a Passaredo

Após questionamentos de Wilson Machado, Prefeitura diz que vai monitorar a Passaredo

Wilson Machado - TRATEmpresário diz que ação não resolve problemas com o itinerário, nem com o controle do valor de repasse da Prefeitura à empresa

A Prefeitura de Paulínia informou esta semana que a Secretaria Municipal de Transportes, a Setransp, vai monitorar, em tempo integral, o transporte coletivo municipal, realizado pela empresa Passaredo. A notícia surge menos de um mês após o empresário Wilson Machado ter protocolado na Câmara Municipal diversos questionamentos sobre o transporte e sugerindo aprimoramento e fiscalização dos vereadores sobre o serviço.

De acordo com as informações da Prefeitura, o monitoramento vai funcionar por meio de informações registradas em aparelhos de GPS (Sistema de Posicionamento Global) instalados dentro dos 51 ônibus que fazem os 13 itinerários disponíveis atualmente em Paulínia. Os aparelhos deverão enviar dados como velocidade, horários, localização, paradas e números de passageiros para três bases, localizadas na Setransp, na empresa Passaredo e no Rodoshopping.

Wilson Machado avalia o monitoramento como uma ação positiva para situações de gargalos e estudos de novas linhas – uma vez que os usuários criticam muito a falta de uma logística mais eficiente -, mas, continua questionando a falta de fiscalização sobre o valor repassado da Prefeitura para a empresa mensalmente.

“Não sei como um sistema de GPS vai conseguir contabilizar a quantidade de usuários, uma vez que ele fornece informações de localização e isso só viabiliza registrar os demais dados que a Setransp e a empresa devem receber. Mas, isso não resolve o problema da falta de fiscalização sobre o valor que Paulínia paga de subsídio à empresa. Pela média deles, chegamos a um absurso de mais de R$ 11 milhões ao ano. Como será feita essa contagem, ninguém explicou”, aponta o empresário.

Segundo Wilson Machado, caso os questionamentos de seu protocolo não sejam apresentados na Câmara na próxima sessão de vereadores, seu conteúdo será levado ao Ministério Público. “A Prefeitura repassa para a empresa R$ 1,70 sobre cada R$ 1,00 que o usuário paga na catraca durante a semana e R$ 2,70 aos domingos, mas não existe balancete, nem fiscalização sobre a quantidade de usuários. Como envolve dinheiro público, gostaria de chamar a atenção dos vereadores para a sua função de fiscalizar e exigir critérios por parte da Administração e da empresa Passaredo para que o benefício seja realmente eficaz”, disse.

Para Machado, a alternativa mais viável é criar um cartão – como os que já existem para estudantes -, para controlar com mais clareza o valor pago em subsídio pela Prefeitura para a empresa e garantir que o benefício seja apenas para moradores de Paulínia. “Esse benefício é exclusivo para o cidadão que paga seus impostos na cidade. Hoje em dia, pagamos passagem para todo mundo e esse dinheiro poderia ser investido em outras áreas de maior necessidade”, defende.

Em seu protocolo registrado na Câmara no dia 29 de abril último, Wilson Machado explica que recebe reclamações constantes de usuários. “As reclamações começam com a necessidade de criar uma logística que interligue os pontos da cidade. As pessoas me questionam, por exemplo, por qual motivo algumas linhas são mais longas no final de semana e mais curtas durante a semana, justo nos dias em que precisam trabalhar e acabam sendo obrigadas a pegar pelo menos duas conduções superlotadas. Percebi que não há uma fiscalização dessa logística, que no meu ponto de vista, prioriza o lucro da empresa e não a qualidade do serviço prestado à população”, observou o empresário.

Na ocasião da apresentação do protocolo, o presidente da Câmara, Sandro Caprino (PRB), recebeu pessoalmente o empresário Wilson Machado em seu gabinete.

“O papel do vereador é fiscalizar, cobrar, aprovar projetos e acompanhar. Então, vou fazer o meu papel de apresentar um requerimento na próxima sessão com as dúvidas do Wilson, tornando o questionamento um documento oficial, e em seguida, buscar soluções junto à empresa”, disse à época.

:: SERVIÇOS

Informações e reclamações sobre o transporte coletivo em Paulínia podem ser registrados na Setransp pelos telefones (19) 3939-7012 ou (19) 3939-7013, das 08h às 17h; na empresa Passaredo pelo telefone (19) 3833-5710; no guichê da Passaredo no Rodoshopping pelo número (19) 3844-406 e também enviadas ao Jornal Tribuna por meio do e-mail [email protected] O empresário Wilson Machado também mantém uma página na rede social Facebook para debater soluções com a população para a cidade, para onde as sugestões e reclamações podem ser enviadas. O link é migre.me/pGkWN

“É preciso saber com clareza de quanto tem sido o repasse da Prefeitura para a Passaredo. Um valor que pode chegar até a R$ 4 milhões é absurdo”, diz Wilson Machado

“É preciso saber com clareza de quanto tem sido o repasse da Prefeitura para a Passaredo. Pela média deles, chegamos a um absurdo de quase R$ 11 milhões ao ano”, diz Wilson Machado

“Não sei como um sistema de GPS vai conseguir contabilizar a quantidade de usuários, uma vez que ele fornece informações de localização”, questiona o empresário Wilson Machado

“O benefício deve ser exclusivo para os moradores de Paulínia. Hoje, nós pagamos para usuários de fora, um valor que poderia ser investido em prioridades da cidade”, defende o empresário

“Sou a favor do subsídio, mas com controle, porque envolve dinheiro público, por isso, pretendo levar a denúncia ao Ministério Público para sabermos a quantidade real de usuários”, disse