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CAMPINAS: Vereadores aprovam aumento de 126% e fogem da Câmara

Segundo populares que estavam no Plenário, Guarda Municipal jogou gás de pimenta e deu choque nos manifestantes

População de Campinas lotou o plenário para demonstrar sua revolta com o aumento salarial

Os vereadores de Campinas aprovaram na surdina na noite desta segunda-feira (12) um aumento salarial de 126% no próprio salário: passarão a ganhar R$ 15.031,76 por mês na próxima legislatura. Atualmente, recebem R$ 6.636,24 mensais. A votação foi realizada com uma manobra que tirou a atenção para este, que era o sétimo item a ser votado, com os parlamentares gritando na bancada sobre o Projeto da Macrozona 5 (espécie de plano de zoneamento de gestão das regiões do Campo Grande e Ouro Verde).

Dos 33 parlamentares, apenas dois votaram contra o aumento: O Politizador do Brasil (PMN) e o Professor Alberto (DEM).

Manifestantes foram contidos pela GM

Carlos Signorelli (PT), que esteve presente na Casa e na bancada, se ausentou na hora de votar o aumento. Dr. Sebastião dos Santos (PDT) não foi à sessão alegando problemas de saúde e Pedro Serafim (PDT), autor do projeto, não votou porque é o presidente da Câmara – de onde os parlamentares saíram fugidos faltando ainda oito projetos para serem votados.

Quando a população percebeu que o projeto já havia sido aprovado, começou a gritar ‘vergonha’ e a atirar ovos. A TV Câmara, então, cortou o som, congelou as imagens na mesa diretora, vazia, e, depois de meia hora cortou a exibição, sem que nenhum dos parlamentares voltassem à bancada para se manifestar a respeito do ocorrido.

De acordo com populares, a Guarda Municipal lançou gás de pimenta e deu choques nos manifestantes. Três pessoas foram encaminhadas ao 1° Distrito Policial (DP) – entre elas, uma funcionária da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O clima era de revolta na saída da Câmara.

A mesa dos vereadores ficou suja de ovos, jogados pelos manifestantes

Cerca de 200 populares compareceram à sessão e, com cartazes, chamaram a atenção para o reajuste do salário mínimo, de 14,26%.

No começo do ano, Serafim, foi o autor do projeto para dispensar os 40 guardinhas para cortar despesas da Casa. Depois de protestos, 27 conseguiram seguir no trabalho. Entretanto, só o farão até dezembro de 2012, quando vence o contrato, que não será renovado. (RAC)

Confira como foi o voto de cada vereador:

 Antonio Flôres (PSB): SIM
O Politizador (PMN): NÃO
Arly de Lara Romeu (PSB): SIM
Artur Orsi (PSDB): SIM
Aurélio Cláudio (PDT): SIM
Carlos Signorelli (PT): AUSENTE
Campos Filho (DEM): SIM
Cidão Santos (PPS): SIM
Dário Saadi (PMDB): SIM
Dr. Sebastião dos Santos (PMDB): AUSENTE
Dr. Élcio Batista (PSB): SIM
Francisco Sellin (PMDB): SIM
Gilberto Cardoso (PSDB): SIM
Jaírson Canário (PT): SIM
Jorge Schneider (PTB): SIM
Josias Lech (PT): SIM
Leonice da Paz (PDT): SIM
Luiz Cirilo (PSDB): SIM
Miguel Arcanjo (PSC): SIM
Paulo Oya (PSC): SIM
Peterson Prado (PMDB): SIM
Professor Alberto (DEM): NÃO
Rafa Zimbaldi (PP): SIM
Sebá Torres (PSB): SIM
Serafim Júnior (PDT) – NÃO VOTOU (porque é presidente da Câmara)
Sérgio Benassi (PCdoB): SIM
Tadeu Marcos (PTB): SIM
Thiago Ferrari (PTB): SIM
Valdir Terrazan (PSDB): SIM
Vicente Carvalho (PV): SIM
Zé Carlos (PMDB): SIM
Zé Cunhado (PP): SIM
Zé do Gelo (PV): SIM