Início Meio Ambiente Cantareira reduz vazão para o Atibaia; Jaguari agoniza

Cantareira reduz vazão para o Atibaia; Jaguari agoniza

Fotos mostram situação diferentes do Rio Jaguari: agora está seco, mas há um ano estava caudaloso no mesmo ponto (à direita)
Fotos mostram situação diferentes do Rio Jaguari: agora está seco, mas há um ano estava caudaloso no mesmo ponto (à direita)

O reforço de 1 m3/s deixou de ser liberado após a chuva; ANA diz que medida é normal

O Sistema Cantareira voltou a “fechar a torneira” para o Rio Atibaia. Na semana passada, o Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee) e Agência Nacional das Águas (ANA) haviam autorizado o envio de mais 1 metro cúbico por segundo do Cantareira para aliviar a seca no Atibaia, mas o reforço foi suspenso nesta quinta-feira (14) por causa das chuvas e da melhora na vazão do rio.

A vazão liberada do Cantareira estava em cerca de 3,6 metros cúbicos por segundo, de acordo com o Grupo Técnico de Assessoramento para Gestão do Sistema Cantareira (Gtag-Cantareira). Na quinta-feira (14), no Atibaia, a média era de 4,6 metros cúbicos por segundo de água na estação de captação de Valinhos.

Sazonalidade
Por meio de assessoria de imprensa, a ANA informou que a prática de aumentar em 1 metro cúbico por segundo a vazão do Rio Atibaia é padrão, devido à portaria do Daee, que tem intuito de adequar a disponibilidade de água de acordo com a sazonalidade da vazão (isto é, dependendo das chuvas). Apesar da melhora, o índice está somente 20% acima da meta mínima para racionamento, estabelecida como 4 metros cúbicos pela Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa).
A média histórica do mês é de 12,5 metros cúbicos por segundo. Essa foi a terceira vez que a vazão liberada para o PCJ é abaixada, em período de chuvas. Desde junho, os órgãos gestores do recurso hídrico têm adotado a medida para regular a vazão do rio que abastece 95% de Campinas. Geralmente, o aumento ocorre quando a vazão chega próximo a 3 metros cúbicos por segundo.

Jaguari
Um dos rios que formam um dos maiores reservatórios do Sistema Cantareira, que abastece a região de Campinas e a Grande São Paulo, o Rio Jaguari tem agonizado durante o longo período de estiagem. Assim como outros da região — Atibaia e Camanducaia —, o leito do rio está craquelado, expondo as rochas que antes ficavam embaixo d’água. A vazão nesta quinta-feira do rio, em Morungaba, era de 3,01 metros cúbicos por segundo.
A quantia é metade do registrado em maio, quando a vazão na foz não chegou aos 6 metros cúbicos por segundo, de acordo com o Comitê das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). A vazão do rio é o dobro do que o governo estadual quer transpor para o Rio Atibaia, que abastece 95% da cidade de Campinas. A proposta é criar um segundo ponto de abastecimento para a cidade. (Fonte: RAC)