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‘É Proibido Fumar’ vence como melhor filme no ‘Grande Prêmio do Cinema Brasileiro’

O longa recebeu verba do Fundo Municipal de Cultura de Paulínia

O grande vencedor da nona edição do “Grande Prêmio do Cinema Brasileiro” de 2010, realizado na terça-feira, dia 8, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, foi “É Proibido Fumar”, dirigido por Anna Muylaert.
“É Proibido Fumar” é um dos filmes a ter recebido a verba do Fundo Municipal de Cultura de Paulínia, e teve sua Pré-estreia no Theatro Municipal de Paulínia, no dia 27 de novembro de 2009.
O filme é uma produção da Dezenove Som e Imagens e África Filmes, com roteiro da própria Anna Muylaert, fotografia de Jacob Solitrenick e música de André Abujamra.

Além de vencer a categoria mais cobiçada, de melhor longa-metragem de ficção, o filme ainda levou mais quatro estatuetas, ganhando em cinco de seis indicações pelas quais concorreu e desbancando o favorito da noite, “Se Eu Fosse Você 2”, de Daniel Filho.
Com apresentação de Murilo Rosa e Ingrid Guimarães, “O Grande Prêmio” foi dedicado à memória do cineasta Anselmo Duarte, que dirigiu “O Pagador de Promessas”. Como nos anos anteriores, as homenagens foram divididas em duas categorias, a de júri e de voto popular. Tony Ramos, Selton Mello e Glória Pires foram indicados duas vezes ao mesmo prêmio – de melhor ator e melhor atriz, respectivamente – por atuações em filmes diferentes.

“É muito louco, não é?”, disse Mello, um pouco antes do início da cerimônia. “São filmes completamente diferentes. E eu estou disputando com outros atores, claro, mas comigo também”, completou. Já Ramos disse que não acha estranho ser indicado duas vezes na mesma categoria, e, quando foi anunciado como o vencedor pelo júri, fez até uma brincadeira. “Obrigada! Ops, obrigado!”, agradeceu, fazendo uma alusão ao filme “Se Eu Fosse Você 2”, que lhe rendeu o prêmio.

Lília Cabral também foi eleita pelo júri como melhor atriz por sua atuação em “Divã”, e homenageou as colegas da categoria ao receber o prêmio. “Gloria [Pires], Andréa [Beltrão], Débora [Bloch]… O que dizer quando eu aprendi muito com vocês? Agora eu já posso falar que faço cinema!”, agradeceu, emocionada.

Os jurados também elegeram “Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei”, de Calvito Leal, Cláudio Manoel e Micael Langer como melhor documentário, Chico Diaz como melhor ator coadjuvante por “O Contador de Histórias”, Denise Weinberg como mellhor atriz coadjuvante por “Salve Geral”, e “Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino como melhor filme estrangeiro.

Já o público deu a “Se Eu Fosse Você 2” o prêmio de melhor filme de ficção nacional e a “Avatar”, de James Cameron, o de melhor filme estrangeiro. Na hora de receber o prêmio, Daniel Filho, diretor do longa nacional, disse que não foi surpresa “Se Eu fosse Você 2” ter vencido como melhor filme pelo voto popular. “Se um terço das pessoas que assistiram votassem, já seríamos vencedores!”, disse ele.

Melhor atriz: Lília Cabral, por “Divã”

Melhor ator: Tony Ramos, por “Se Eu Fosse Você 2”

Atriz coadjuvante: Denise Weinberg, por “Salve Geral”

Ator coadjuvante: Chico Diaz, por “O Contador de Histórias”

Melhor diretor: Anna Muylaert, por “É proibido Fumar”

Melhor longa-metragem de ficção: “É proibido Fumar”, de Anna Muylaert

Direção de arte: Claudio Amaral Peixoto, por “Besouro”

Prêmio especial de preservação: Alice Gonzaga (escritora, pesquisadora, produtora, diretora e empresária do ramo cinematográfico)

Longa-metragem nacional de animação: “O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes”, de Walbercy Ribas e Rafael Ribas

Longa-metragem infantil: “O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes”, de Walbercy Ribas e Rafael Ribas

Longa-metragem estrangeiro: “Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino

Longa-metragem de documentário: “Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei”, de Calvito Leal, Claudio Manoel e Micael Langer

Longa-metragem de ficção nacional (voto popular): “Se Eu Fosse Você 2”, de Daniel Filho

Longa-metragem de ficção estrangeiro (voto popular): “Avatar”, de James Cameron

Curta-metragem de animação: “O Menino que Plantava Invernos”, Victor Hugo Borges

Curta-metragem de ficção: “Superbarroco”, Renata Pinheiro

Curta-metragem de documentário: “De Volta ao Quarto 666”, Gustavo Spolidoro

Roteiro adaptado: Bosco Brasil, por “Tempos de Paz”

Roteiro original: Anna Muylaert, por “É Proibido Fumar”

Prêmio especial: Anselmo Duarte (1920-2009)

Figurino: Marília Carneiro, por “Tempos de Paz”

Maquiagem: Martín Macias Trujillo

Direção de Fotografia: Ricardo Della Rosa, por “À Deriva”

Montagem de ficção: Paulo Sacramento, por “É Proibido Fumar”

Montagem de documentário: Karen Akerman, por “Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei”

Efeitos visuais: Marcelo Siqueira, por “Besouro”

Som: Denilson Campos e Paulo Ricardo Nunes, por “Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei”

Trilha sonora: Márcio Nigro, por “É Proibido Fumar”

Trilha sonora original: Berna Ceppas, por “Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei”