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Impasse entre empresas e sindicato pode gerar o caos no transporte escolar de Paulínia

Cerca de 8 mil alunos dependem do transporte escolar do município

Um impasse entre as empresas que prestam serviço escolar para a Prefeitura de Paulínia e o Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região pode deixar muitos alunos sem condução. Isso porque, o vice-presidente do sindicato, Izael Soares de Almeida, afirmou que, caso as reinvindicações trabalhistas não sejam atendidas até a próxima quarta-feira, 10, haverá uma paralisação da categoria. Cerca de 8 mil alunos dependem do transporte escolar do município.
De acordo com o dirigente, a Sancetur não efetuou o pagamento do Vale Refeição dos funcionários que foram contratados em fevereiro. Além disso, também não houve o pagamento da cesta básica, que, segundo a empresa, acontecerá no próximo dia 15.
Outra irregularidade apontada pelo sindicato foi o desconto sindical efetuado na folha de pagamento dos trabalhadores no valor de R$ 90, 00. “Sem contar que a frota está sem manutenção e muito profissionais estão sem uniforme para trabalhar”, afirmou Almeida. Em relação ao desconto indevido do imposto, a empresa se comprometeu em ressarcir os funcionários.
Smille
Almeida destacou ainda que a empresa Smile também não está cumprindo com o acordo coletivo que havia sido fechado com a empresa Novo Horizonte, que até então operava na cidade.
O valor do Vale Refeição, por exemplo, que era de R$ 478,00, caiu para R$ 330. A empresa também não paga hora extra aos funcionários e o valor do plano de saúde teve um aumento considerável.
“Sem contar que os funcionários estão muito insatisfeitos com o modo como estão sem tratado, sem respeito nenhum. Estamos analisando a possibilidade de entrar com uma ação por danos morais”, afirmou o dirigente.
Nenhum representante da Smile quis comentar o assunto.

Empresário agride dirigente
Na manhã do dia 5, o vice-presidente do sindicato realizou uma assembleia no pátio da Sancetur para tratar de assuntos pertinentes a uma possível paralisação.
Durante a reunião, o dono da Sancetur, Marcos Chedid, chegou visivelmente irritado, proferiu palavras de ameaça aos funcionários e agrediu fisicamente o dirigente. “Se vocês não trabalharem, nós vamos perder o contrato com a prefeitura e vocês ficarão sem emprego”, gritou Chedid.
O empresário teve que ser contido por guardas municipais. “Lamentável a postura desse cidadão. Não estávamos fazendo uma paralisação, era apenas uma assembleia. Ele já chegou alterado e partiu para cima de mim. Agraço muito à Guarda Municipal pela destreza com que conduziu a situação”, disse Almeida. Toda movimentação foi filmada por pessoas que estavam no local.
Tentamos entrar em contato com a Sancetur, mas não conseguimos retorno.

Problema antigo
No ano passado, os alunos que dependem do transporte público foram duas vezes prejudicados pelo não cumprimento das empresas com os acordos trabalhistas.
Em fevereiro de 2018, os colaboradores também pararam por conta de atraso no pagamento de salários e benefícios. Na ocasião, cerca de 2,5 mil estudantes ficaram sem o transporte público do município durante a manhã.
Em junho, motoristas e monitores, realizaram novamente uma paralisação. Na época, a prefeitura informou que 30% dos estudantes ficaram sem transporte escolar.
A assessoria de imprensa da prefeitura foi procurada mas, até o fechamento desta edição, não retornou.
Nota do Sindicato
O secretário geral do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região, Jeremias Nunes dos Santos, informou que o vice-presidente Izael Soares de Almeida, não responde mais pela entidade. “O Sindicato não reconhece nenhum ato praticado pelo vice-presidente. Além disso, não temos nenhum cronograma de paralisação em Paulínia”, informou.
O secretário enviou um documento para o jornal informando que não há nenhuma conduta que desabone a empresa Smile. Segundo ele, o mesmo documento foi produzido para a Sancetur.

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