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Instabilidade na administração do contrato do transporte escolar ameaça trabalhadores da Viação Flama

Informações de bastidores dão conta de que a empresa seria substituída por outra, que não possui sede na região.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Campinas e Região, por meio de seu vice-presidente, Izael Soares de Almeida, protocolou na prefeitura, na última sexta-feira (26), uma manifestação sobre a preocupação dos trabalhadores do transporte escolar da Viação Flama, do Grupo Passaredo, a respeito da notícia que corre nos bastidores de que haveria uma outra empresa de fora contratada recentemente pela prefeitura, sem estrutura na região, e que substituiria a operação da Flama.
Segundo informações levantadas pela equipe do vice-presidente da entidade, a prefeitura ainda teria feito uma alteração no contrato emergencial do transporte escolar, na semana passada, para estendê-lo por mais seis meses, embora o sindicato não toque nessa questão no documento protocolado na prefeitura.
Izael Soares de Almeida afirma que a informação é de que a Flama seria substituída por uma empresa de fora, a qual teria apresentado orçamento à prefeitura com um valor menor por carro, de cerca de R$ 50, apesar de representantes da Flama negarem a informação e afirmarem que não foram notificados pelo governo municipal. “Muitas pessoas estão sabendo que trouxeram uma empresa de fora para cá, de nome JTB, sem estrutura na região, sem espaço para os motoristas descansarem e sem lugar certo para ser instalada. Eles não vão pagar o mesmo acordo coletivo acertado com a Flama, trazendo um grande prejuízo e instabilidade aos trabalhadores do transporte. E a Flama também não confirma a continuidade do serviço na cidade”, garante o vice-presidente do sindicato da categoria.
No início de junho, a Viação Flama concedeu aumento de 6% aos funcionários, maior reajuste negociado no setor de transporte do estado de São Paulo, segundo o Sindicato dos Rodoviários, e 8% nos benefícios.
Sobre a possível alteração do contrato emergencial do transporte escolar, o vice-presidente do sindicato da categoria ressalta que a entidade já está encaminhando medidas cabiveis. “Meus advogados vão verificar a possibilidade de entrarmos na justiça, pois isso é um absurdo. Por que não estender o contrato até setembro, para que o serviço não pare, depois, quando o novo prefeito assumir, fazer uma licitação de verdade, aberta e transparente?”, questiona Almeida.
A Prefeitura Municipal de Paulínia foi procurada, por meio da assessoria de imprensa, para confirmar ou refutar as informações e prestar outros esclarecimentos sobre o assunto, mas não respondeu os questionamentos da reportagem até o fechamento desta edição.

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