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“No Hospital falta até atadura”, diz mãe de paciente

Paciente fica sem trocar atadura por falta do material no HMP

Mais uma vez os problemas com a saúde pública de Paulínia foram destaque durante a semana. Dessa vez, as reclamações da população giram em torno da falta de materiais simples, de uso diário do Hospital Municipal (HMP), como faixas e ataduras tubulares. De acordo com a auxiliar administrativo A.L.F, sua filha, de quatro anos, não pode ser atendida na Ortopedia do HMP por falta do material.

De acordo com a A., no dia 9 de outubro, depois de uma brincadeira, sua filha sofreu uma queda e com muita dor foi levada ao Hospital. “Nós entramos pelo Pronto Socorro, fizemos Raio X e foi constatado que ela tinha quebrado a clavícula. Colocaram uma atadura tubular porque não daria para engessar”, conta.

Segundo a mãe, a consulta de retorno foi marcada para cinco dias depois do acidente (14/10), quando foi realizada a primeira troca da faixa. “Depois disso, ele disse para eu voltar e trocar novamente a atadura dela que, por ser criança, soa bastante, corre, brinca e suja muito fácil”.

No relato, a auxiliar administrativo disse que outro retorno foi marcado, dessa vez para o dia 25, mas como não poderia comparecer, a avó da criança a acompanhou até o setor de Ortopedia. “Quando cheguei lá a enfermeira me disse que ela não ia ser atendida porque o material para a troca tinha acabado, que no Hospital todo não havia nem 10cm dessa faixa e que eu já era a segunda pessoa que teria que voltar outro dia, mas não tinha certeza de quando chegaria o material necessário”.

Criança teve que esperar Prefeitura comprar o material necessário para a troca de sua atadura

“É impressionante como esse tipo de coisa acontece em Paulínia. Uma cidade tão rica, que é destaque em âmbito nacional, mas que não consegue cuidar da saúde de sua população com decência, com empenho. Falta faixa e atadura no Hospital, mas não falta empenho e dinheiro publico para fazer o SWU. Uma vergonha”, revolta-se a mãe.

A equipe de reportagem do Jornal Tribuna entrou em contato com a Ortopedia do HMP e até quinta-feira, dia 27, o material ainda não havia sido reposto. Ontem, dia 28, a avó da criança recebeu a notícia de que o material já estava a disposição dos pacientes e a menina pode, enfim, fazer a troca da atadura.