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Pais querem segurança a 240 crianças do Cetreim II

Localizada na rua Café Filho, Centro, a unidade  foi furtada por 12 vezes e até agora a Prefeitura não tomou nenhuma providência

O pai José Carlos Silva mostra o abandono dos objetos utilizados pelas crianças no Cetreim

 

Texto e Fotos: Eliane Franco 

Em um local onde deveria oferecer ambiente seguro e com a melhor infraestrutura para seus atendidos, está abandonado pela administração Municipal. Apesar de diversos apelos feitos pelos pais das crianças, o Cetreim (Centro de Terapia e Reabilitação Infantil Municipal) está funcionando sem nenhuma segurança. O local já foi furtado por 12 vezes, tendo suas portas arrombadas em algumas situações. As crianças estão amedrontadas e não querem mais frequentar o Centro.

Segundo os próprios pais, seus filhos não querem estar num local onde os muros baixos proporcionam a entrada de pessoas mal intencionadas, podendo até fazer mal para alguma das crianças.

Mas não é só a segurança que preocupa os pais, além desse problema, eles apontam diversos outros como a falta de material ou danificado e sem reposição como o micro-ondas, e vários utensílios de cozinha (liquidificador, batedeira entre outros), bebedouro, um refeitório totalmente inadequado para as 240 crianças que frequentam o centro, além de armários enferrujados, pisos sem acabamento e espaços educativos sem proteção do frio e chuva.

Após uma reunião realizada na segunda-feira, 26, os pais fizeram um abaixo assinado com 69 assinaturas, que será entregue na Secretaria de Saúde, o qual pertence o Centro.

Vejam o que falam os pais e responsáveis que tem filhos e netos no Cetreim:

Caroline Martinez Bueno, 23 anos, filha de 4 anos
O local é inseguro e, além disso, falta transporte. Eu pego a minha filha na escola às 12h e fico esperando no centro da cidade até às 15h para poder entregá-la no Cetreim. Poderia ter um ônibus que pegasse essas crianças na escola

José Carlos da Silva, 34 anos, filho de 10 anos- Bairro Bom Retiro
O meu filho ficou muito tempo sem freqüentar o Cetreim por falta de segurança, o que ainda não tem. Liguei nesta semana na Secretaria da Saúde e uma funcionária informou que estavam comprando vários aparelhos para equipar o local, mas quando estive na tarde de quinta-feira, dia 29, no Cetrein, descobri que nada estava acontecendo, não compraram nada do que informaram.

Elaine Pereira da Silva, 33 anos, filha de 3 anos- Pq. Servidores
A minha filha ainda não tem nem quatro anos e está com medo de freqüentar o Cetreim. Os muros são baixos, não tem proteção nenhuma, além de não ter coisas direito para as crianças

Ivary Lúcia Gastão, 66 anos, neto 12 anos
Não tem neuropediatra na rede municipal para atender meu neto. Há um ano que ele frequenta o Cetreim e precisa de um tratamento psicológico mas não tem.