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Polícia prende 6 suspeitos pela morte de bugrino

Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos por policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) na manhã desta sexta-feira (23) em Campinas, por conta das investigações que visam esclarecer a morte do torcedor bugrino Anderson Ferreira, de 28 anos, que foi espancado na última semana depois do derbinho que aconteceu no estádio Brinco de Ouro. No total eram 8 os mandados, mas 2 suspeitos não foram encontrados pelos policiais e são considerados foragidos da polícia. A prisão temporária dos suspeitos já foi aceita pela Justiça. Todos prestaram depoimento no 10º Distrito Policial (DP) à delegada Yara Ely Marques Silva, responsável pelo caso.

A delegada informou que os detidos ficarão presos pelo período de 30 dias. A intenção com a temporária é dar prosseguimento aos trabalhos de apuração sobre o assassinato. Tiago Ferreira, irmão de Anderson, passou pelo 10º DP nesta manhã e se desentendeu com amigos dos depoentes que estavam no local. Policiais precisaram intervir para conter os ânimos.

O cumprimento dos mandados teve início às 6h desta sexta-feira (23) e todos os suspeitos foram presos em suas respectivas residências. Após a chegada dos detidos ao 10° DP parentes e familiares foram ao local para acompanhar os trabalhos nas oitivas de depoimentos que duraram cerca de 4 horas.

O advogado de defesa de 4 dos detidos nesta manhã afirmou que existiria um vídeo que seria um álibi de um dos seus clientes onde prova que o envolvido estaria trabalhando em uma padaria no momento do homicídio de Anderson Ferreira. No entanto a delegada Yara Ely Marques da Silva, afirmou que a informação não tem procedência e o envolvido continua considerado como suspeito de participação do crime.

O delegado de polícia e diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter), Licurgo Nunes Costa e o delegado da seccional José Rolin Neto foram à delegacia e afirmaram que o trabalho para esclarecer os fatos do crime vem sendo feito de forma intensiva.

José Neto também informou que uma investigação está sendo feita para apurar todos os distúrbios e brigas provocados por torcidas organizadas, tanto de Ponte Preta e Guarani para levantar outros crimes cometidos anteriormente. Segundo Neto, este trabalho não foca somente a ação de torcedores dos times de Campinas e também clubes que vêm a Campinas para realizar partidas de futebol.

Os suspeitos detidos nesta sexta foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) para passarem por exames de corpo delito, de lá eles serão transferidos para a cadeia anexa ao 2° Distrito Policial, em Campinas. Após a passagem deles pelo 2° DP, uma nova transferência será feita para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Hortolândia, onde ficarão pelos próximos 30 dias. Até o momento a polícia não divulgou os nomes dos envolvidos, assim como a idade de todos os presos.

Uma cena chamou a atenção dos presentes nas oitivas. Quando os detidos estavam sendo levados para as viaturas do Garra, um senhor, de aparentemente 70 anos, precisou ser amparado por outras pessoas que estavam no local após ver os suspeitos serem levados com algemas para os veículos da polícia.

Caso

Anderson Ferreira foi agredido com pedradas e pauladas depois da disputa de dois jogos pelas categorias sub-15 e sub-17, ocorridos no dia 15, e morreu dias depois no hospital Mário Gatti. Entre quarta e quinta-feiras, as polícias militar e civil, desenvolveram ações em sedes de torcidas organizadas do Guarani e da Ponte Preta, respectivamente.

Com informações do Repórter Douglas Fonseca / Portal RAC