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Secretário de Saúde Dr. Fábio Alves fala sobre saúde do município

Fizemos uma entrevista exclusiva com o secretário de Saúde de Paulínia, Dr. Fabio Alves que reitera que o governo Du Cazellato tem o melhor programa de saúde possível e fala das particularidades de Paulínia. Confira:
Tribuna: Como tem visto o SUS da nossa cidade de Paulínia? Na sua opinião quais são os principais desafios?
Dr. Fabio Alves: Penso que essa resposta é muito particular porque ainda externo. Mas que conseguiria expressar algo que ser pouco visível para os nossos Usuários-Usuárias, Trabalhadores-Trabalhadoras e Corpo Técnico da Gestão da Secretaria. Vou apontar aspectos positivos:
1) estrutura de Redes de Serviços muito adequada para a cidade na composição de Serviços de Atenção Básica, Atenção Especializada, Hospital Municipal com leitos de UTI e Centro Cirúrgico, Atenção Pré-Hospitalar (APH), Centro de Geriatria e Gerontologia, Serviço de DST/AIDS, ótimo aporte de Apoio Diagnóstico Terapêutico com Laboratório Municipal etc etc etc;
2) Grupo de Pessoal de Trabalhadores e Trabalhadoras de alto nível de formação, principalmente concursados;
3) Capacidade Orçamentária para a Secretaria de Saúde;
4) Apoio irrestrito de todo os Secretariado e Prefeito Du Cazellato. Prefeito exigindo, priorizando, estabelecendo relação de confiança e autonomia para implementar as políticas de caráter público de republicano;
5) Autonomia para formar a Equipe de Gestão, sem constrangimentos.
6) Após processo eleitoral, temos uma avenida de contexto da estabilidade política.
É preciso rechear o bolo como parte dos desafios:
1) Implementar modelo de atendimento ao Usuário, tapete vermelho para os Usuários e Usuárias, com a idéia de Equipe Multiprofissionais para produzir mais Humanização, com relações produtoras de Vínculo, principalmente nas UBS`s e serviços de caráter ambulatorial. Produzir a alma do SUS Paulínia, valorizando os agentes da ponta. Garantir, supervisão, apoio e Educação Permanente para essas Equipes. Nosso HMP precisa de outro modo de organizar o atendimento com atenção orientada por algumas linhas cuidado para os problemas prevalentes e perfil assistencial, com espaços de discussão de casos em cada local de atenção do HMP e em articulação com a REDE DO SUS PAULÍNIA. É preciso falar de parto humanizado, é preciso falar de mecanismos de desospitalização, é preciso falar apoio matricial dos especialistas, é preciso garantir satisfação, é preciso dar alta de internação de maneira adequada na comunicação com as famílias. Precisa garantir o horário de consulta marcada para as consultas e exames programados e eletivos em todo o SUS Paulínia;
2) Mudar o modelo de gestão que está vertical como tradição na Saúde. Modelo que preconiza mandar ordens de cima para baixo e pautar Autonomia X Controle. Vamos garantir mais negociação evitando a polarização do AUTORITARISMO E AUTO-GESTÃO por outro lado. Evitar a privatização do espaço público. Preconizamos que cada Serviço de Saúde deva ter um Gerente Local e os espaços de gestão colegiada para equilibrar relações coorporativas de categorias e grupos, pautando um projeto de interesses dos serviços e suas missões. Garantir Planejamento Ascendente e estratégias de democracia institucional. Já experimentamos a forma de Apoio Institucional com representação da Secretaria em cada Serviço de Saúde; alguns conceitos nos interessam como Unidade de Produção e Colegiado de Gestão
3) Fortalecer o Controle Social para defender e o SUS; CONTROLE SOCIAL QUE SEJA REPRESENTATIVO das seguimentos de Usuários e Trabalhadores; é preciso criar inteligência de participação e controle social; instituir as Comissões e suas propostas de trabalho; há muita representação individual e partidária; devemos descentralizar a participação e criar Conselhos de Saúde Local em cada Serviço de Saúde.
Tribuna: Mas como se faz tudo isso no concreto? Você acha possível tudo isso?
Dr. Fabio: Acho possível porque estamos nos baseando em evidências, em experiências do Brasil e outros países. Paulínia já provou que foi possível. O SUS Paulínia foi destruído no seu recheio e em parte da estrutura. Por exemplo, HMP abandonado, Centro de Geriatria abandonado, alguns serviços de UBS com ambiência péssima. Paulínia já foi referência, todos e todas nós sabemos desse passado. Vamos resgatar as cooperações com a UNICAMP e outras Universidades criando Cursos de Formação de Gestão e Atenção em Saúde. Vamos criar as Equipes de Saúde da Família, vamos avançar para uma equipe especializada em Atenção Primária, vamos criar o Consultório na Rua, vamos criar o apoio necessário para os serviços de Saúde Mental do CAPS e enfermaria de Saúde Mental no HMP vamos criar o Quarteirão da Saúde, vamos informatizar o nosso SUS, vamos garantir resolutividade no HMP com exames e oferta de leitos, vamos ativar as salas cirúrgicas, vamos mudar em definitivo os Ambulatório de Oncologia e da Dor, vamos criar Contratos Internos de Metas dos Serviços com a Secretaria de Saúde, vamos definir uma reforma administrativa para ter capacidade de gestão da empresa SUS Paulínia. Nossa Vigilância avançou, as ações contra a Dengue foram um sucesso. Nossas intervenções da Vigilância Sanitária estabeleceu uma belíssima relação intersetorial.
Estou dizendo algumas soluções que já iniciamos, já experimentamos e temos que avançar ainda mais e muito profundamente. Seremos profundos e intransigentes para a qualificação do SUS. A Gestão tem que produzir esse encantamento, produzir uma comunicação social pública para uma solidariedade e uma cidade com relações civilizada, o BEM COMUM. Devemos garantir o SUS como patrimônio de Paulínia. A Sociedade Civil merece, as pessoas comuns merecem, as crianças merecem dignidade, as mulheres merecem a dignidade. O SUS produz cidadania e desenvolvimento para a própria cidade.
Eu penso que muitas possibilidades para os próximos quatro anos. Estamos num novo tempo. Estou convicto de mais Vitórias do SUS Paulínia.
O governo Du Cazellato tem o melhor programa de saúde possível, estamos muito confiantes Passamos pelo tempo de Gestão após a Eleição Suplementar, com a maior crise sanitária que foi a Pandemia. Estou convicto de próximas Vitórias.

Currículo
Tribuna: Dr. Fabio, fale um pouco da sua experiência:
Dr. Fabio Alves: Sou Médico Sanitarista, Professor do Depto de Saúde Coletiva da FCM UNICAMP. Sou do Núcleo de Gestão e Planejamento desse Depto atuando em várias intervenções de Formação, Pesquisa e Extensão junto com o Grupo e Coordenação do Prof Gastão Wagner, um dos maiores especialistas da área. Eu tive a grata oportunidade de experimentar formação com temas de Gestão e Trabalho em Saúde para alguns municípios e seus dirigentes como: Curitiba, Uberlândia, São Paulo. Outras instituições como para o Depto de Atenção Básica do Ministério da Saúde. Serviço de Referência DST / AIDS do Estado de São Paulo. Fui Consultor e depois Coordenador da Política Nacional de Humanização (PNH) no Mistério da Saúde. Importante Apoio Institucional e Educação Permanente na região do Vale do Ribeira pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Participei de um processo de formação como docente no Hospital Sírio Libanês. Contribui ativamente para um importante trabalho de Regionalização no Estado do Mato Grosso do Sul com criação de Planos Regionais de Saúde pelo Conselho Nacional de Secretário de Saúde (CONASS). Fui Secretário de Saúde nos municípios de Santa Bárbara D`Oeste e Itatiba no nosso Estado de São Paulo. Fui Conselheiro Estadual de Saúde do Estado de São Paulo representante da UNICAMP. Tenho considerado essas possibilidades com um belo aprendizado sobre as Políticas de Saúde em vários cantos do pais do nosso Sistema Público de Saúde.