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VENTO, VENTANIA

Por Wilson Machado

Podem até me chamar de piegas, mas quem não chegou a pensar que o vendaval da semana passada foi uma boa resposta da natureza à demolição da concha acústica? O duro é pensar que o dinheiro gasto para montar e remontar tudo isso está saindo dos cofres públicos de Paulínia. Quantos milhões ainda vão ser gastos para transformar a cidade numa festa rave enquanto falta até atadura no Hospital Municipal? Não é contraditório pensar que a festa vai ser montada praticamente duas vezes, em tempo recorde, enquanto nenhuma casa foi construída e entregue à população em quase três anos?

 

PREJUÍZO PARTILHADO

E não foi só a estrutura do SWU que veio ao chão. O vendaval carregou também várias das placas novas espalhadas pelo trânsito de Paulínia. Eu até concordo que lidar com a força do vento não é fácil, mas não é de se espantar que as novas tenham entortado, revirado, caído enquanto as antigas não saíram do lugar? Está mais que óbvio que o dinheiro da Prefeitura está sendo gasto em mesmo volume só que em material sem qualidade, sem garantia. Não é como o prefeito Edson Moura, que quando construía algo, tinha garantia do produto, como é o caso da lona do Paulínia Shopping. Não será necessário dinheiro público para refazê-la.

 

ENCHENTE NO SÃO JOSÉ

Vale lembrar ainda que os moradores do bairro São José continuam sofrendo com as fortes chuvas e que a Prefeitura sequer se importa em ir lá dar uma resposta à população, quanto mais, resolver o problema com a mesma agilidade que fez com as estruturas do SWU. As ruas do bairro simplesmente viram lagoas em épocas de temporais. Lembro bem que o prefeito Edson Moura havia iniciado obras lá, mas que recentemente, nada tem sido feito. Infelizmente, não temos mais uma cidade com o dinheiro público investido na vida dos paulinenses, agora é só para atrair gente de fora.

 

IMPASSES NA CÂMARA

O PSDC do presidente Laércio Gianpaoli está requerendo a cadeira do vereador Gustavo Yatecola por infidelidade partidária. Se Yatecola cair, Carlinhos Ferrari seria o primeiro suplente, que por motivo de saúde pode deixar a vaga para o segundo da lista, o polêmico Emerson Gordura, que aliás, já tem plano caso assuma a cadeira: pedir a cassação de Pavan. Outro impasse é o do vereador Palito, que faz parte do mesmo saco de farinha do prefeito. Não sabe se vai ser vice do falido ou se consegue ser candidato à Prefeitura, mas que os dois estão juntos é certeza. Até porque, Palito continua com seus cargos comissionados garantidos no governo.

 

DECISÃO NO PT

O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores vai decidir neste domingo, dia 6, quem será seu candidato a prefeito em 2012. Na disputa, o vereador Custódio Campos, o único eleito pelo partido na história de Paulínia, enfrenta Dixon de Carvalho, o candidato derrotado das últimas tantas eleições. O certo é que Custódio, além de participante ativo na política da cidade desde a fundação do PT tem mais a cara do partido do que Dixon, candidato que na eleição passada foi flagrado escondendo dinheiro nas meias antes de sair pedindo votos nas ruas.

 

DIXON INELEGÍVEL

Pessoalmente, torcer pelo Custódio faz mais sentido para quem é e quem não é petista, até porque, o Dixon enfrenta a sombra de estar inelegível nas eleições de 2012 por conta das atrapalhadas em que se meteu no pleito passado. Outra vantagem de Custódio é sua militância. Ele é o único do partido que esteve presente em todas as discussões contra a administração e em favor da população, enquanto o Dixon se reserva a aparecer só em algumas festas. Só por isso, o Custódio já mereceria a chance de representar o PT em sua candidatura à Prefeitura. Vamos ver se o partido tem a coragem de fazer o que tanto prega!

 

Pense mais

Governar é manter a balança da justiça igual para todos. (Roosevelt)