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Vereadores cobram da Prefeitura o funcionamento da LG no município

Instalação de fábrica de eletrodomésticos que deveria estar em pleno funcionamento desde outubro, conforme promessa do governo com geração de mais de 4 mil empregos, ainda não teve avanços

 

Entre outros assuntos tratados durante a sessão ordinária realizada no dia 22, os vereadores cobraram o governo sobre a instalação da multinacional coreana LG Eletronics prometida pela atual administração, deveria estar funcionando desde o mês de outubro deste ano com cerca de 4 mil postos de trabalho abertos no município. A cobrança partiu de um requerimento do vereador Adilson Domingos Censi, o “Palito” (PCdoB), principal articulador da vinda da empresa para Paulínia. A solicitação foi lida na íntegra durante a sessão a pedido do vereador Francisco de Almeida Bonavita de Barros (PTB) que se mostrou inconformado com a falta de andamento do projeto já aprovado pela Câmara de vereadores, mas paralisado na Prefeitura de Paulínia.

De acordo com Bonavita a instalação da fábrica está emperrada por causa do custo da terraplanagem que não foi esclarecido durante as negociações e agora nem a Prefeitura de Paulínia nem a LG querem arcar com a despesa de R$ 30 milhões. De acordo com o texto do projeto a Prefeitura dou um terreno de 784 mil metros quadrados à empresa LG, na área da antiga Fazenda Paraíso, além de isenção de impostos como o ISS (Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

O governo fez grande alarde em torno deste “grande negócio” com direito a cerimônia de assinatura de escritura para doação da área que reuniu além do prefeito José Pavan Junior, o vice-presidente da LG na América Latina, Gun Tai Kim, secretários e diretores da atual administração, vereadores, imprensa local e regional e agora está tudo travado.

O autor da petição culpou o governo pela inércia na instalação. “Esse requerimento é para que todos saibam que a responsabilidade dos vereadores foi feita”, alegou Palito.

Ainda sobre essa questão Bonavita afirmou que a instalação da LG é uma “tremenda mentira” contada para o povo paulinense e afirmou também que se o governo incluir o valor da terraplanagem, os R$ 30 milhões, no projeto ele vota contra. “Com certeza não vai ter meu voto”, desabafou o vereador.

O vereador Custódio Campos (PT) também se pronunciou: “O interessante sobre essa questão é que no final do ano passado o prefeito fez um verdadeiro “estardalhaço” na cidade anunciando a chegada da LG e outras empresas”, alegou Campos que também está indignado e querendo saber o verdadeiro motivo da paralisação do projeto.

Outro dado importante sobre esse assunto é que a área doada à LG já foi de propriedade do prefeito Pavan e de sua família, mas foi desapropriada pela Prefeitura. Na época, Pavan recebeu cerca de R$15.000.000,00 (quinze milhões de reais) pela área.

Projetos aprovados

Também durante a sessão foram aprovados projetos de lei, requerimentos e moções, entre eles, o projeto que qualifica entidades sem fins lucrativos como Organizações Sociais; o PL que adota o tratamento diferenciado às microempresas, ao microempreendedor individual e empresas de pequeno porte através do “Programa Municipal de Empreendedorismo”, além do PL que autoriza o pagamento de gratificação ao pregoeiro servidor público, celetistas e estatutários.