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Vice-presidência do Sindicato dos Rodoviários recebe nova denúncia de superlotação em ônibus escolar da Sancetur

A denúncia partiu de mães de alunos, por isso, o sindicalista foi até a escola em questão, no Parque Bom Retiro, e gravou um vídeo no local

O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Campinas e Região, Izael Soares de Almeida, enviou um vídeo ao Jornal Tribuna, gravado na áultima semana, em frente à Escola Municipal Nelson Alves Aranha Neto, no Parque Bom Retiro, na saída dos estudantes. Nele, o sindicalista mostra o grande número de crianças que estavam embarcando no ônibus escolar de prefixo 1245, da Sancetur. Segundo Almeida informou no registro, a entidade recebeu denúncias sobre a possível superlotação por parte de mães de alunos, o que seria comum e ocorreria com frequência em outros ônibus da empresa, que atendem várias escolas do município.
A vice-presidência da entidade solicitou, no final do mês de agosto, à Promotoria de Justiça de Paulínia, a realização de uma fiscalização rigorosa nos itens básicos de segurança dos ônibus do transporte escolar da Sancetur, assunto que o Jornal Tribuna abordou na edição do dia 31 de agosto.
Segundo Almeida informou à reportagem na ocasião, vários motoristas e monitores já teriam informado a ele o fato de que vários ônibus da empresa tem problemas de conservação, por conta da falta de manutenção adequada. Segundo o sindicalista, a Prefeitura de Paulínia também não realizaria fiscalização periódica para verificar se a Sancetur promove manutenção na frota do transporte escolar.
No ofício protocolado junto à Promotoria de Justiça de Paulínia, no dia 29 de outubro, sob o protocolo nº 1268/2019, a entidade aponta ao órgão problemas como “pneus lisos, freios que não funcionam rotineiramente, falta de cinto de segurança na maioria dos ônibus, quebra constante de mecanismos de freio, direção, motor e câmbio”, entre outros. Os trabalhadores teriam dito, ainda segundo Almeida, que há ônibus que chegam a transportar 90 crianças, o que também foi informado ao órgão.
“Esse problema foi diversas vezes informado à Prefeitura, nas gestões anteriores, mas até o momento nenhuma providência foi tomada. É uma bomba-relógio, pois trata-se de transporte de crianças, algo muito sério”, reiterou o sindicalista.
A Secretaria Municipal de Transportes de Paulínia informou, por meio da assessoria de imprensa,
“que fiscaliza o transporte escolar, que tem como objetivo intensificar os trabalhos junto às empresas prestadoras deste serviço e que irá acionar a Sancetur, citada pela reportagem, para averiguar a denúncia”. O órgão destacou, ainda, que pais, responsáveis e alunos podem ligar para os telefones 3874-7012 ou 3874-3044 e denunciar problemas no transporte escolar, ou comparecer pessoalmente na sede da secretaria, que fica no Paço Municipal, para serem atendidos pelos servidores responsáveis.

Vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários está impedido de entrar nas dependências da Sancetur

A juíza Marta Brandão Pistelli, da 2ª Vara Cível de Paulínia, concedeu liminar à Sancetur que impede o acesso do vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Campinas e Região Izael Soares de Almeida às dependências da empresa, para fazer contato com os motoristas e monitores do transporte escolar.
Conforme a advogada da entidade, Kátia Roberta de Souza Gomide, o sindicato já recorreu da decisão, que causa prejuízos não apenas ao sindicalista, pelo impedimento de exercer seu mandato como vice-presidente para defender os direitos dos trabalhadores, como também aos funcionários da empresa, que vêm sofrendo represálias segundo afirma o sindicalista.
“Estranhamente, não há nenhuma decisão, o que protela o processo e a minha atividade em defesa dos trabalhadores. Enquanto isso, eles estão sofrendo ameaças, trabalhando sob pressão, sofrendo advertências sem motivo. Eu sempre acreditei na Justiça, mas não concordo com o que está sendo feito nesse processo, que, na minha opinião, não deveria estar na vara cível, mas sim na trabalhista”, ressaltou o sindicalista.
A entidade aguarda decisão da Justiça sobre o pedido de reconsideração da liminar.

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