Início Destaques Visita de “brucutus” na Câmara será investigada pela Polícia, afirma vereadores

Visita de “brucutus” na Câmara será investigada pela Polícia, afirma vereadores

A Guarda Municipal do município foi acionada para garantir a segurança no plenário

Texto e Foto: Vera Leão

Depois do plenário da Câmara ser invadido por “brucutus” durante a audiência pública sobre o projeto de lei 54/2011 “Bolsa Amamentação” na semana anterior, a Guarda Municipal do município foi acionada para garantir a segurança e o bom andamento da sessão ordinária realizada nesta terça-feira, dia 13. Aliás, um dos assuntos principais foi exatamente a invasão.

O primeiro a se pronunciar foi o vereador Custódio Campos (PT) que entre outras coisas disse que a Câmara sofreu um “ataque” por parte de pessoas que estiveram na audiência com o intuito de conturbar, atrapalhar e inviabilizar a atividade. O vereador deixou claro que o ataque será devidamente investigado. “As pessoas estavam aqui visivelmente com esse propósito. Eu e o Bonavita fomos até a Delegacia de Polícia de Paulínia para registrar um Boletim de Ocorrência para que possam iniciar um processo de investigação”. Custódio afirmou ainda que é bem possível que os mandantes estejam dentro do gabinete do prefeito José Pavan Júnior (DEM).

O vereador Francisco Almeida Bonavita de Barros chamou os invasores de brucutus e levantou outros suspeitos de haverem praticado o ato criminoso. “Eles vieram aqui com o intuito de bagunçar a audiência, desmoralizar e acima de tudo por em risco as pessoas que estavam aqui no plenário”, afirmou Barros e depois perguntou. “Eles vieram aqui a mando de quem?”.

Barros ainda disse que não costuma fazer juízo daquilo que ele não tem certeza e que já tinha ouvido várias opiniões sobre os mandantes, entre elas que poderiam ter sido contratados pelo poder Executivo, a mando de alguns assessores do prefeito Pavan e até pelo presidente da Câmara, Marcos Roberto de Bernardes, o Marquinhos da Bola (PTB). “É importante descobrir como partiu e como eles chegaram até aqui”, finalizou Bonavita.

O vereador Jurandir Matos (PMDB), líder do governo na Câmara, concordou com a investigação dos mandantes. “Lamentavelmente houve o incidente, mas eu acho que cabe sim a Polícia investigar de onde partiram essas pessoas, quem os contratou e a mando de quem foram contratados”. Matos também afirmou que foi visível para quem esteve no plenário a atitude planejada dos homens desconhecidos que começaram a andar pelo local, demonstrando que não tinham nada haver com a audiência. “Tenho absoluta certeza que o delegado, Dr. Carlos Henrique Fernandes, vai chegar a uma conclusão o mais rápido possível”,concluiu Matos. 

O vereador Adilson Censi, o Palito, apenas deu sua opinião a respeito do projeto. “Acho que esse projeto não deve seguir adiante, gostaria que fosse uma decisão que viesse do Executivo. Não vejo com bons olhos, não analiso que é dessa forma que resolverá o problema (da falta de vaga nas creches públicas do município). Já adiantando, meu voto é contra o projeto”.

Bonavita questiona o orçamento de 6 milhões para sustentar o projeto 

O vereador Bonavita também questionou o valor de R$ 6 milhões estimados para serem gastos com o “Bolsa Amamentação”, segundo ele, são bem “estranhos”.  “Se o próprio secretário (secretário dos Negócios Jurídicos de Paulínia, Leonardo Ballone) vem aqui e diz que o máximo de pessoas que o projeto poderá atingir é de 200 mães, se fizermos uma conta matemática, 200 pessoas recebendo R$ 500,00 por mês, seria R$ 100.000,00/mês, e por ano R$ 1,2 milhão” e depois continuou: “Estranhamente vem no bojo do projeto algo em torno de 6 milhões. Isso me assustou muito e quero com certeza correções”.  

De acordo com o texto do projeto de lei, o valor por criança será de R$ 500,00 e a estimativa é que se atenda 72 em 2011 e 1000 crianças em 2012, sendo assim os cofres públicos devem gastar em 2011, o valor de R$ 144.000,00 e em 2012, R$ 6.000.000,00.  

 

Festa do rodeio vai interromper aulas no Cemep

Outro assunto discutido na sessão foi a interrupção das aulas para os alunos do Centro Municipal de Ensino Profissionalizante de Paulínia (CEMEP). A escola está funcionando temporariamente no prédio onde funcionava a antiga Universidade São Marcos, atrás das arquibancadas do Sambódromo, no Parque Brasil 500, portanto as aulas serão suspensas durante a programação do Paulínia Arena Music, o rodeio.  

“A partir de amanhã começa o rodeio e parte da administração fica paralisada em torno do evento, em especial a escola (CEMEP) Centro Municipal de Ensino Profissionalizante de Paulínia, que funciona dentro do Sambódromo. Isso é um descaso e mais uma vez com a Educação, com os alunos que já sofreram e tem mais essa iniciativa do governo desrespeitando o processo de aprendizagem”, se indignou.