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RODEIO IRRESPONSÁVEL

Por Wilson Machado

A administração pública de Paulínia vai colocar a vida de milhares de pessoas em risco se permitir que o rodeio continue super-lotando as estruturas montadas no Sambódromo. O alvará permite apenas 24 mil pessoas lá dentro, mas já no primeiro dia, boletins com números diferentes foram divulgados, ambos batendo em cima da quantidade limite, o que leva a crer que essas informações podem ser manipuladas. Será que o controle está sendo rigoroso ou os dados serão divulgados com os números que acharem conveniente?

E O INCONVENIENTE?

Todos esperamos que nenhum incidente ocorra no Sambódromo durante o rodeio. Depois de tudo o que foi gasto de dinheiro público lá, vamos pedir a Deus que ninguém se machuque como já vimos acontecer nesse tipo de festa. Por outro lado, podemos exercer também nossa função de cidadãos, denunciando as irregularidades, como a super-lotação, o tráfico e o consumo de drogas lá dentro, a entrada e a venda de bebidas alcoólicas para menores de idade, o som além do permitido que não deixa a vizinhança dormir. Afinal, se eles podem ser inconvenientes com a população, a população precisa se impor e exigir o respeito que merece!

E COMO FICA NO SWU?

Se a administração de Paulínia não está dando conta nem de garantir que o rodeio seja realizado com segurança, imaginem como a cidade vai ficar quando mais de 200 mil pessoas desembarcarem num único final de semana lá no Brasil 500. Será que a organização do mega-festival está preparada para receber um alvará de apenas 24 mil pessoas? Será que vão continuar interessados por Paulínia quando perceberem que não têm espaço para eles aqui? Afinal de contas, não basta espaço, é preciso estrutura para garantir segurança, além de atendimento de saúde em casos de emergência, acomodação adequada de higiene e fiscalização constante em todo o espaço.

E COMO FICA O RESTO DA CIDADE?

E aí eu pergunto: como é que fica o atendimento à população de Paulínia enquanto o policiamento e a saúde ficam direcionados aos atendimentos de ‘emergências’ que acontecem o tempo todo nesses grandes eventos? Como fica a situação de quem, em dias normais, precisa esperar por mais de quatro horas para passar pela primeira consulta? Vai esperar o dobro só para conseguir ver a cara do médico? Como ficam as ruas dos bairros se as viaturas ficam todas circulando no Brasil 500? O resto da cidade vira terra sem lei?

VIRAMOS TERRA SEM LEI?

Terra sem lei. Foi o que Paulínia virou depois da última eleição? O governo muleta se acha dono das leis e acha que pode fazer delas o que bem entende, menos transformar os recursos milionários da cidade em benefício para a população. Enquanto tenta enganar o povo mais uma vez, criando ‘mesadinhas’ e ‘esmolas’, o dinheiro de Paulínia está sumindo, deve ter virado ‘mesada gorda’ para alguém. Mas, as denúncias já estão encaminhadas e vamos provar que Paulínia não vai continuar nesse caminho desgovernado, não vai ser terra sem lei por muito mais tempo. Muitas denúncias já foram encaminhadas e quantas mais forem necessárias, serão feitas. A lei vai tomar o lugar que é seu nesta cidade, em breve!

REVOLTA COMPARTILHADA

Embora a gente saiba que falta bem pouco tempo para esse desgoverno acabar e que, certamente, nunca mais voltará a enganar o povo, não dá para controlar a revolta que vem à tona diante de situações como a da mãe paulinense que teve negada a manutenção do aparelho de surdez para o seu filho de 10 anos. Enquanto o prefeito gasta milhões de reais do dinheiro público com esses eventos gigantescos, ele tem coragem de negar R$ 16 mil em saúde a uma família paulinense sem condições! Isso porque o aparelho, que custou R$ 80 mil, já foi pago pelo governo do prefeito Edson Moura lá atrás. É muito revoltante ver esta mulher, que mora na cidade praticamente desde sua emancipação, passando por tanto sofrimento desnecessário. Neste, como em muitos casos que temos visto acontecer em Paulínia, não existe explicação para justificar essa postura egoísta e tirana!

Pense mais

“Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.” (Confúcio)