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Polícia Penal assume a tarefa da PM de escoltar presos

Modelo, que começou a ser aplicado na Capital paulista em 2014, chega agora ao interior e litoral

A escolta de presos por policiais penais no Interior de São Paulo e Baixada Santista começou na segunda-feira (17) de forma gradativa. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), ao menos 98 agentes de escolta e vigilantes penitenciários foram designados para fazer o serviço. Parte deles ainda está concluindo o curso de formação. Também foram destinadas para a região, oito viaturas. O interior e o litoral contam com 22 bases da Polícia Penal que foram estruturadas para receberem o efetivo para atuar nas escoltas, uma delas funciona no Centro de Detenção Provisório (CDP) de Hortolândia. Na região, ainda tem em Limeira e Sorocaba. Até no último final de semana, a escolta era feita pela Polícia Militar (PM).

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) a escolta prisional por agentes de escolta e vigilância começou na capital em 2014. Para ampliar esse serviço para todo o Estado, segundo a Pasta, foram transferidos 1.586 agentes e investidos mais de R$ 50 milhões na aquisição de 191 novas viaturas e armamentos específicos.

A Secretaria de Administração Penitenciária é responsável por 181 unidades prisionais no Estado, sendo 153 delas no interior e no litoral. As administrações prisionais estão divididas em cinco coordenadorias e a região de Campinas faz parte da coordenadoria central, responsável por 39 unidades do interior, que vai de Iperó a Mococa.

Com a medida, os policiais militares que eram destacados para o transporte de custodiados a audiências judiciais, tratamento médico fora de presídios ou transferências de unidades vão atuar no patrulhamento das cidades, segundo a SAP.

Dados da SAP indicam que mais de 90 mil escoltas são realizadas, em média, anualmente no Estado.