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VIRAMOS FAZENDA?

Por Wilson Machado

O atual prefeito de Paulínia é mesmo uma pessoa sem noção da importância e da falta que faz na vida das pessoas a boa gestão do dinheiro público. Alguém precisa bater na porta do gabinete e avisar que Paulínia não é a fazenda particular dele! Vamos ser obrigados a conviver com pasto daqui pra frente? Porque demolir a concha acústica do Parque Brasil 500 para abrir espaço para os gigantescos palcos do SWU significa, em poucas palavras, substituir por grama um marco da história de Paulínia!

DOR DE COTOVELO

Eu repito: é a falta de história pessoal, uma dor de cotovelo incontrolável que faz o atual prefeito tomar decisões tão mesquinhas, irresponsáveis e destruidoras. É fácil perceber. Questione-se também: porque ao invés de gastar milhões com a demolição da concha acústica, ele não usa essa dinheirama toda para consertá-la, já que a desculpa é de que ela não funciona? Não seria mais sensato? O problema para ele, evidentemente, é que a concha, bem como tudo o que está no Parque Brasil 500, tem a assinatura Moura. E aí, a vaidade parece falar mais alto que a necessidade.

MOTIVAÇÕES

A decisão de demolir a concha baseia-se pura e simplesmente na opinião de pessoas que estão próximas ao prefeito e também se beneficiando da estrutura pública de Paulínia. Detalhe, sem pagar nada por isso e ainda ganhando um dinheiro danado com ingressos pra lá de caros! Por trás do discurso de sustentabilidade, o que fica claro para mim é que a maior preocupação dessa gente é sustentar o evento e não a cidade de Paulínia. A verdade é que Paulínia está sendo sucateada, seus recursos são sugados em plena luz do dia, e para piorar, a nossa história está para virar poeira.

COMPARAÇÕES

Será que o povo italiano deixaria que a Torre de Pisa fosse demolida porque ela é torta? E o Pathernoon da Grécia, teria motivo para ser demolido já que perdeu sua ‘utilidade’? E o Coliseu romano? Vamos demolir, já que foi incendiado séculos atrás? E tem tanta pirâmide milenar no Egito. Estão velhas! Vamos derrubar também? É obvio que milhares e centenas de anos não se comparam com a história recente do Brasil ou da nossa pequena Paulínia. Mas, é obvio também, que as ações do atual governo municipal de Paulínia não passam de teimosias, de picuinhas pessoais e de uma amadora tentativa de se comparar ao governo visionário do prefeito Edson Moura.

O AMOR e A DOR

Há dois caminhos, bem diferentes, pelos quais a vida segue para alcançar sua plenitude: o da dor e o do amor. O do amor constrói, deixa lembranças incríveis, é feliz conscientemente e devota-se exclusivamente e inconsciente aos seus. O da dor é o que causa destruição, cicatrizes e sem dúvida nenhuma, tenta apagar a vida feliz à sua volta. Estes caminhos são bíblicos, inclusive. E certamente, para os paulinenses, fazem lembrar o governo Edson Moura, da Paulínia Cidade Feliz, e o atual, que tenta forçar-nos a um novo caminho, o do descaso, da demolição, das cicatrizes. Alguém duvida que abrigar 200 mil pessoas num único final de semana provocará profundas cicatrizes em nossas estruturas públicas?

VISIONÁRIO e VISIONÁRIO

Quando Edson Moura construiu o Sambódromo, a Concha, o Pavilhão de Eventos, o Theatro, a Prefeitura, o Rodoshopping, enfim, tudo o que está no Brasil 500, ele deixou uma herança de Paulínia para o seu povo. Fez o dinheiro da cidade ser transformado no maior carnaval do interior, atraiu cantores e cantoras com os shows mais populares no Brasil, garante a vinda dos maiores espetáculos nacionais para a cidade, viabiliza a chegada do público e facilita seu acesso à cultura e ao poder público de uma só vez. Isso foi visionário. Foi sonhar, construir e ver o futuro acontecer naturalmente. E, agora, a gente não pode deixar o sonho virar pesadelo!

VAMOS LÁ

Nós vamos lutar, unir forças até aguentarmos para garantir que o nosso patrimônio continue sendo a nossa marca na história! É assim que já somos reconhecidos hoje. Por fazermos parte de uma cidade ousada, que olha adiante, ordenadamente e consciente, e, não de olhos voltados para trás, como se ainda vivêssemos na fazenda. Paulínia vai muito além. Por isso, estamos todos envolvidos no manifesto contra a demolição da Concha Acústica neste final de semana e por quanto tempo seja necessário. Se você acredita na nossa história, acredita num governo que trata o povo com amor, compareça e faça sua parte!

Pense mais

“No momento crucial, o verdadeiro líder caminha ao lado, não dá ordens para assistir de longe”.